A beleza e o tédio de Hollywood! 💀
Infelizmente não me conectei com a obra, o inicio muito lento, que por exemplo, em Nomadland era contemplativo, aqui é suficiente para fazer seus olhos lacrimejarem. Não é sobre o estilo de Chloé Zhao, que quem conhece sabe que seus filmes são mais lentos, é a falta de ritmo e impulso para não desgastar o expectador.
A história é uma adaptação para o cinema do romance de Maggie O'Farrell, de 2020, sobre o luto de William Shakespeare (Paul Mescal) e sua esposa Agnes Hathaway (Jessie Buckley) pela morte do filho Hamnet e como sua trágica morte inspirou a grande peça do bardo, Hamlet. Sem dúvida, Hamnet é filmado de forma belíssima e com Jessie Buckley entregando uma atuação comovente que lhe renderá o Oscar de Melhor Atriz. Ainda assim tudo é muito arrastado e egocêntrico.
Cena após cena, assistimos aos Shakespeares em casa, vivendo suas vidas sem que muita coisa aconteça ao longo de duas horas de tela. Para ser justo, Jacobi Jupe, sósia do Príncipe George, impressiona como o filho moribundo, assim como seu irmão na vida real, Noah Jupe, que interpreta Hamlet no palco no final. Mas tudo é tão prolongado e pretensioso, como se estivesse acenando para o público e dizendo: "Sim, este será um filme vencedor do Oscar, podem ter certeza."
O filme será particularmente impactante para pais que sofreram a perda irreparável de um filho. Mas o filme já foi acusado de manipular o público. Talvez. A única coisa da qual certamente se pode dizer – e isso é uma grande façanha considerando o tema – é que ele é um drama belo e entediante.
🌟🌟🌟 BOM

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