Extermínio: O Templo dos Ossos é o quarto longa da franquia e o segundo de uma nova trilogia nos cinemas. Este filme faz seu antecessor parecer um mero prólogo. Finalmente encontramos o "coração" que faltou na obra anterior, enquanto observamos humanos (e infectados) se massacrando para satisfazer suas necessidades mais básicas. É como se a aura punk e oitentista de Danny Boyle se transformasse, agora, em uma vertente intensa e agressiva de Metal. O hype é real? Sim. A talentosa diretora Nia DaCosta revive a série, elevando o nível de violência gráfica e aprofundando o terror com uma direção perturbadora, potencializada pelas performances inspiradas de Ralph Fiennes e Jack O'Connell.
A trama começa quase imediatamente após o final do controverso filme anterior. Spike (Alfie Williams) é resgatado, apenas para se encontrar em uma situação ainda mais aterrorizante: a gangue que o salvou revela-se um grupo letal de crianças liderado por Jimmy Crystal (O’Connell). No mundo de O Templo dos Ossos, os infectados não são mais a única ameaça; a desumanidade dos sobreviventes consegue ser ainda mais estranha e apavorante.
O grande destaque é Ralph Fiennes. O filme lhe dá a oportunidade não só de desenvolver seu personagem, mas de transcendê-lo. Seja em suas reflexões sombrias, em seus monólogos com um "amigo" zumbi ou duelando com Jimmy, finalmente vemos o valor desse papel. Fiennes protagoniza um momento tão grandioso e impactante que poderia facilmente distrair o público, mas ele se entrega de tal forma que o transforma em um momento épico de "astro do rock", lembrando-nos de que esta franquia pode ser visceral quando quer. A filmografia de Fiennes é repleta de marcos, e este certamente é mais um deles.
Felizmente para os fãs de terror, O Templo dos Ossos é tão sólido que nos deixa ansiosos — e quase obrigados — a acompanhar o desfecho desta nova trilogia.
🌟🌟🌟🌟 MUITO BOM

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