quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

A ÚNICA SAÍDA (2025) de "Park Chan-Wook"


 Uma sátira mordaz e sombria do capitalismo 

​  Quando um homem é abruptamente demitido da fábrica de papel onde trabalhou incansavelmente por anos, sua busca por emprego torna-se cada vez mais desesperada. O lendário cineasta coreano Park Chan-Wook — mestre em transitar com elegância entre o sombrio, o absurdo, o devastador e o pastelão — não decepciona em seu décimo longa-metragem. O aclamado e hypado A Única Saída é uma obra-prima satírica e hilária sobre o que significa tentar sobreviver ao atual pesadelo capitalista. Dirigido com precisão impecável, o filme é uma crítica sagaz à corrida corporativa desenfreada. 

  A obra encontra força na atuação habilmente desastrada de Lee Byung-hun, que interpreta Man-su. Relutante em aceitar um trabalho braçal, Man-su luta por uma vaga de prestígio, submetendo-se a humilhações diante de executivos do setor. Ao observar com inveja um influenciador do ramo nas redes sociais, ele tem uma ideia sinistra: por que não descobrir quem são seus concorrentes para as melhores vagas e eliminá-los? ​Ele publica um anúncio em uma revista especializada e aguarda as candidaturas. 

  Uma jornada que começa cômica e termina em puro horror à medida que ele se dedica à sua nova "vocação". Embora Man-su sorria quase o tempo todo, o semblante de Lee nunca alcança os olhos, que permanecem travados em uma expressão de agonia. O diretor não hesita em fazer de Mi-ri (esposa de Man-su) uma mulher forte e assertiva, com autonomia e desejos próprios; sua sensibilidade é o contraponto perfeito para a busca mortal do marido. Se ao menos ele a tivesse escutado. 

  Deliciosamente sombrio e com um humor afiado, este mistério de Park Chan-wook não deixa outra opção ao espectador a não ser adorá-lo.

🌟🌟🌟🌟 MUITO BOM


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