sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Crítica: HOPE - O PRIMEIRO IMPACTO (2026) de "Na Hong Jin"


 Uma boa ideia desperdiçada! 💥💥💥

​     "Hope - O Primeiro Impacto" chega ao Brasil com status de blockbuster sul-coreano: orçamento milionário, exibição em Cannes e recorde de bilheteria em seu país de origem, gerando um enorme hype. Porém, a experiência na tela transforma o entusiasmo inicial em uma decepção devastadora, ao longo de suas exaustivas 2h40, o filme perde o rumo, não desenvolve seus personagens e a história se esvazia ao tentar inserir alívios cômicos e em explicitar a origem do misterioso ataque. 

     Tudo começa com uma vaca morta no meio da estrada. Isso já seria notícia de primeira página na pacata cidade portuária de Hope, cercada por minas terrestres e cartazes alertando sobre espiões. A situação ganha contornos estranhos quando caçadores percebem uma carcaça, arranhada por algo enorme. O autoritário chefe de polícia Bum-seok (Hwang Jung-min) que investiga o caso não demora para perceber que a ameaça é uma fera de proporções muito maiores. 

​   A eufórica primeira hora de "Hope" entrega um elaborado jogo de esconde-esconde com cenas eletrizantes, onde a ameaça sempre escapa pouco antes da chegada de seu protagonista. Contudo, quando finalmente vemos a criatura aos 45 minutos de projeção, entendemos imediatamente por que ela foi escondida por tanto tempo e desejamos que tivesse continuado assim. São efeitos especiais bizarros que mesmo para um filme de porte médio como esse não convence. A segunda metade do filme não se conecta com a primeira e temos ainda as participações estranhas de Alicia Vinkander e Michael Fassbender.

  ​Além de revelar criaturas espetacularmente genéricas e tirar todo encantamento da atmosfera de tensão, os efeitos visuais dão a credibilidade de um erro de videogame ao filme. O que tinha um potencial gigantesco termina com uma narrativa tediosa, sem personagens memoráveis e com um forte sentimento de frustração, mesmo com um começo avassalador e um enorme potencial em mãos. 

​Meu Hype: ⭐️⭐️ REGULAR

#hope #hopeprimeiroimpacto #filmecoreano #cinema #mubi

Crítica: SE EU FOSSE VOCÊ 3 (2026) por "Anita Barbosa"


 ​A mesma piada pela terceira vez!  3️⃣3️⃣3️⃣


​    O filme Se Eu Fosse Você 3 chega aos cinemas com Tony Ramos e Glória Pires de volta aos papéis de Cláudio e Helena. Os protagonistas roubam a cena, mesmo com participações menores, enquanto a história transfere o foco para Bia (Cleo Pires) e Aquiles (Rafael Infante). Se Eu Fosse Você foi um clássico do cinema brasileiro e uma obra marcante da retomada do cinema nacional no início dos anos 2000, uma comédia dirigida pelo afiado Daniel Filho que trouxe para o centro do debate o casamento e o que aconteceria se um cônjuge vivesse a vida do outro para entender melhor seus dilemas. 

​    Em Se Eu Fosse Você 3, acompanhamos Cláudio e Helena duas décadas após a última troca de corpos, agora em uma nova fase da vida. Enquanto o casal veterano decide viajar em uma segunda lua de mel para a China, a filha Bia e o genro Aquiles enfrentam ruídos no relacionamento, trocam de corpo e precisam tentar seguir em frente. A dinâmica movimenta boa parte da trama, com situações em que cada um é forçado a encarar a rotina e as obrigações do outro. 

​    O filme não traz surpresas e aposta na mesma fórmula dos anteriores. Embora não explore tanto a comédia física, marca registrada dos dois primeiros títulos, apresenta situações cômicas focadas em uma abordagem mais próxima da comédia romântica. O humor, adaptado aos tempos atuais, resulta em uma abordagem tão polida que quase nada soa realmente engraçado. Fica a sensação de uma comédia sem espaço para boas gargalhadas, funcionando mais como uma passagem de bastão para novos personagens. 

​    A proposta de renovar uma das franquias mais populares do cinema nacional não alcança o objetivo com louvor. Os novos personagens e dinâmicas não encontram um desenvolvimento satisfatório, a química entre Cleo Pires e Rafael Infante é sem sal, os coadjuvantes não têm tempo suficiente para cativar o espectador e a história não empolga, apoiada em situações pouco relevantes. Para completar, a participação de Glória Pires e Tony Ramos é curta demais. Bem fraquinho! 

​Meu Hype: ⭐️⭐️ REGULAR

#seeufossevocê #cinema #cinemabrasileiro #comédia #emcartaz

Crítica: OUTRA MAMÃE (2026) de "Rob Savage"


 Mico do ano! 😱😱😱 

​    O filme "Outra Mamãe" é baseado no romance "Incidentes ao Redor da Casa" (Incidents Around the House), de Josh Malerman (mesmo autor de Bird Box). A trama acompanha Bela (Arabella Olivia Clark), de 7 anos, já familiarizada com a criatura que dá título ao filme e que habita o interior de sua casa. A premissa é interessante e a produção até começa bem, mas aos poucos vai perdendo toda a sua coesão narrativa. Embora conte com algumas sequências visualmente criativas e ocasionalmente assustadoras, elas recebem pouco suporte do roteiro. O filme desanda no "sem pé nem cabeça", além de ser muito mal dirigido e desperdiçar de forma enorme uma atriz do porte de Jessica Chastain. 

     ​A entidade camaleônica que assombra Bela é bastante interessante, principalmente quando proporciona as poucas cenas bem filmadas, como na sequência em que transforma uma reunião de adultos em algo surreal e bem encenado. Por mais irregular que seja, a primeira hora do filme ao menos possui algumas inspirações criativas; no entanto, assim que a família deixa sua casa, a narrativa e a jornada perde o controle. Como muitas outras coisas na trama, o desenvolvimento é construído às pressas demais para causar o impacto desejado. O mesmo acontece com uma grande confissão durante o clímax e resulta na cena mais constrangedora do ano. 

​   Os arrepios e sustos são meramente momentâneos em vez de criarem uma tensão sustentada, já que há muito pouco apelo emocional entre eles. A única coisa que prende a atenção do início ao fim é a atuação da garotinha Arabella Olivia Clark, que lida com as emoções extremas e conflitantes de Bela com grande habilidade. 

​     Jessica Chastain entrega o que pode dentro das poucas notas que lhe são exigidas, sendo o fermento em uma receita em que faltam ingredientes demais. Na tentativa de ser uma experiência repleta de sustos, o filme acaba apressado e se afundando em reviravoltas sem coerência alguma. No fim das contas você termina o filme e pensa, como um grande estúdio de Hollywood aprova um filme desse. Um dos piores filmes do ano. 

​Meu Hype: MUITO RUIM ⭐️


#outramamãe #othermommy #terror #jessicachastain #mommylife

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Série: CARRIE - A ESTRANHA - Prime Video


 Nova adaptação surpreende! 🩸🩸🩸

     ​A nova série do Prime Video é uma releitura moderna de Carrie, A Estranha, romance de terror de 1974 e um dos contos mais famosos de Stephen King. Com temas reflexivos e atuais para os jovens de hoje, a produção conta com uma atuação poderosa de Summer H. Howell como a protagonista. A expansão do material original realizada por Mike Flanagan oferece nuances bem-vindas: embora não chegue a ser puro terror, a série entrega ótimos momentos.

​    Nesta versão, Summer H. Howell interpreta a personagem-título, uma estudante do ensino médio vítima de bullying que se vinga de seus colegas usando poderes telecinéticos. Acontece que a obra possui diversas camadas, e Flanagan consegue abordar com maestria seus temas centrais: os horrores da juventude, a pressão para se encaixar em hierarquias intransponíveis e a cobrança para nos moldarmos ao que nossos pais esperam quando, na verdade, só queremos alçar voo e descobrir quem realmente somos.

​    A transição para o cenário contemporâneo adiciona elementos aterrorizantes que nem mesmo King poderia ter previsto. Flanagan desenvolve melhor o período de Carrie no colégio e resgata pontos do livro que ficaram de fora do famoso filme de 1976. Aqui, Carrie não vive sob cárcere privado de uma mãe tirana; em vez disso, é uma jovem extremamente protegida que não entende a vida moderna ou as estruturas sociais, mas que deseja desesperadamente aprender.

     ​Essas atualizações trazem prós e contras, mas, no geral, trata-se de uma adaptação moderna, precisa e com ótimas atuações. Carrie - A Estranha é bem-sucedida em quase todos os aspectos. Flanagan fez mudanças suficientes em relação ao romance e a outras versões para manter o público curioso sobre o rumo da trama. Os momentos icônicos estão lá, o chuveiro no vestiário, o baile de formatura, mas agora temos mais tempo para acompanhar cada personagem, o que os torna muito mais humanos e completos.

​Meu Hype: ⭐️⭐️⭐️⭐️ (MUITO BOM)


#carrie #sthephenking #terror #halloween #primevideo

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Crítica: SEM CORTES (2026) de "Elliot Tuttle"


 Provocativo e perturbador! 🏳️‍🌈🏳️‍🌈🏳️‍🌈

   ​Rejeitado pelas salas de cinema em diversos países, incluindo o Brasil, Sem Cortes (Blue Film) é um filme LGBTQIA+ potente e um estudo transgressor sobre um garoto de programa que se depara com o ex-professor que o desejava na época da escola. Mesmo com uma premissa tão sensível, a obra não esconde nada e recusa-se a entregar uma experiência palatável. O cineasta estreante na direção Elliot Tuttle coloca os atores Kieron Moore e Reed Birney cara a cara para acertarem contas com seus traumas, inseguranças e escolhas de vida. 

​   Ambientado inteiramente em um Airbnb em Los Angeles, o longa conta apenas com os dois atores para ir a lugares que o cinema americano raramente ousa explorar. Tuttle conduz o espectador por territórios sombrios que ressoam o cinema europeu e suas provocações psicossexuais francas. É impressionante a profundidade alcançada por essa abordagem surpreendentemente humanista e empática: até mesmo a fantasia sexual de um professor sobre a apresentação de seu ex-aluno em um show de talentos surge envolta em uma estranha melancolia. 

​    O público em geral pode se sentir alienado por essa exploração sem rodeios de uma sexualidade tida como "aberrante". Por outro lado, aqueles que buscam o desafio do cinema autoral dos anos 90, no estilo de Todd Solondz ou Gregg Araki encontrarão eco na análise de Tuttle sobre como o abuso distorce a memória e como a memória, por sua vez, distorce os relatos do abuso. 

​    Apesar de guardar limitações estruturais de uma peça teatral, o filme extrai enorme complexidade emocional de um diálogo tenso e em constante mutação. Sem Cortes realiza o raro feito de ouvir seus personagens problemáticos com compaixão, deixando o espectador dividir-se entre a curiosidade e o incômodo. Em um cenário onde a maioria das produções evitaria o tema ou ditaria exatamente como o público deve se sentir, essa postura destemida é tão rara quanto bem-vinda. 

Meu Hype: ⭐️⭐️⭐️⭐️ (ÓTIMO)


#semcortes #bluefilm #streaming #LGBTQIA #drama

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Crítica: CORAÇÃO SELVAGEM (2026) de "David Ayer"



Filme de cachorro! 🐶🐶🐶

​    O cineasta David Ayer transforma sua paixão pela experiência militar em um filme inesperadamente intimista sobre sobrevivência na natureza. Com apenas dois personagens principais, um veterano das Forças Especiais e seu cão altamente treinado, a trama os coloca enfrentando corredeiras, lobos e um cenário hostil que, eventualmente, descamba para a propaganda pró-militar. Dirigido com maestria e frequentemente se desenrolando em tempo real, Coração Selvagem tem seu ponto alto na química perfeita de seus protagonistas.

​    Boa parte dos diálogos consiste em James (Brad Pitt) resmungando sozinho ou conversando com o cachorro enquanto atravessa 80 quilômetros de território perigoso para alcançar uma estrada principal. O astro, em plena forma, entrega cenas de sobrevivência excelente e bem executadas, seja cruzando um tronco instável sobre corredeiras violentas ou repelindo uma matilha de lobos. O único ponto de atenção em relação ao personagem é certo desvio que glamouriza sua dor no combate, transformando o discurso em algo parecido com propaganda militar e um apelo urgente para apoiar os "irmãos caídos" na guerra, o que soa um pouco estranho.

​    O filme funciona como uma vitrine habilidosa para Pitt como um sobrevivente solitário, já que ele ocupa praticamente todos os fotogramas, muitas vezes sem mais ninguém em cena. É também uma demonstração competente da capacidade do diretor de se ater aos detalhes banais da sobrevivência a um desastre. Felizmente, o didatismo do ato final e as intenções panfletárias não comprometem a direção emocionante e a forte atuação principal, lembrando-nos de que Pitt ainda é uma grande estrela de cinema.

    ​Coração Selvagem é cativante, ainda que sinta a falta de uma história de fundo que preencha certas lacunas: não temos a profundidade em detalhes da vida de James Belmont (Pitt). Ainda assim, o foco permanece absoluto na jornada de sobrevivência de James e Odin, revelando uma bela história sobre uma amizade mais forte do que a própria natureza.


​Meu Hype: ⭐️⭐️⭐️⭐️ MUITO BOM

#coraçãoselvagem #heartofthebeast #bradpitt #doglover  #cinema

sábado, 3 de outubro de 2026

Crítica: A ILHA ESQUECIDA (2026) de "Joel Crawford"


 ​O poder da amizade! 🥰🥰🥰

  ​A Ilha Esquecida é uma história emocionante sobre memória e amizade produzida pela DreamWorks, o estúdio por trás de Shrek, Como Treinar o Seu Dragão e outros clássicos. Famoso durante muito tempo pelo humor, o estúdio passou por uma virada nos últimos anos ao apostar em narrativas com maior carga emocional. Essa fórmula funcionou muito bem em O Robô Selvagem (2024) e encontra aqui o equilíbrio perfeito entre comédia e apelo emocional. A animação é frenética e visualmente deslumbrante, fruto de uma mistura de técnicas tradicionais com colagens de imagens, inspiração em animes e uma paleta de cores vibrante. 

​    A história se passa nas Filipinas e começa com uma energia contagiante que transmite com maestria a emoção de uma grande amizade infantil. Jo, uma pré-adolescente órfã e extremamente imaginativa, está a um passo de ser expulsa de mais uma escola após exagerar em sua apresentação mais recente. Contudo, é justamente esse excesso que desperta a atenção de Raissa, uma garota estudiosa vinda de um bairro mais abastado da cidade. A partir daí, as duas se tornam inseparáveis.

​    A verdadeira aventura começa quando Jo e Raissa são engolidas por um portal e transportadas para uma ilha mágica. Para voltar para casa, elas precisam refazer seus passos, encontrar a "Turma Selvagem" e achar a chave para reabrir o portal. A ilha Nakali é um lugar fascinante de se visitar, uma fantasia vibrante em tons de ciano e magenta, onde florestas, templos e costas rochosas abrigam um ecossistema impressionante de criaturas mitológicas (os Aswang, do folclore filipino). 

​    Embora a trama de A Ilha Esquecida por vezes se torne excessivamente complexa, o longa compensa com um humor peculiar e sagaz. Em nenhum momento o filme desvia o foco da pureza da amizade central; a história se mantém coesa porque o vínculo entre as protagonistas é forte o suficiente para resistir a qualquer caos. A Ilha Esquecida consolida a DreamWorks Animation como um estúdio que não tem medo de criar narrativas emocionalmente complexas sobre a vida.

Meu Hype: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️ HYPE

#ailhaesquecida #forgottenisland #dreamworks #animação #cinema

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Crítica: PROTOCOLO DE EXTERMÍNIO (2026) de "Adam Wingard"


 Filme B! ⛔️⛔️⛔️

    Protocolo de Extermínio, novo lançamento da A24, se passa no mesmo universo cinematográfico de "O Hóspede" (2014), sucesso cult do diretor Adam Wingard e apresenta-se fortemente como uma homenagem aos filmes de ação oitentistas. Uma das principais referências cinematográficas são ao diretor John Carpenter com seu excesso estético, trilha sonora eletrônica dissonante e a maneira como a protagonista se assemelha a uma versão feminina de "Snake Plissken", personagem clássico de Kurt Russell em Fuga de Nova York. Nota-se uma série de referências a esses clássicos do cinema de ação. 

​    A trama acompanha o dia de Celeste (Adria Arjona), ex-militar e proprietária de um parque de trailers decadente, uma mãe que ainda se recupera do fracasso do casamento e que recebe a adorável e precoce filha, Daisy (Blake Kennedy), do ex-marido no pior momento possível. O fato de Celeste ser cativante se deve menos ao roteiro em si e mais à atuação inspirada de Arjona, que entrega uma atitude exausta e indiferente. No elenco ainda temos Dan Stevens repetindo o papel Hans de "O Hóspede" e do lutador brasileiro do UFC Alex Poatan. 

​   O maior problema de Protocolo de Extermínio é o seu ritmo: a narrativa se arrasta por quase uma hora de preparação antes de finalmente chegar à invasão domiciliar e aos tiroteios que o público presumivelmente comprou o ingresso para ver. Uma série de interlúdios praticamente sem sentido faz a contagem regressiva das horas que antecedem a fuga dos vilões geneticamente modificados do complexo governamental, existe muito tempo perdido. 

​    Quando o longa finalmente deixa de lado os floreios e parte para o confronto sangrento no parque de trailers que serve como sua principal sequência de ação, o resultado se mostra bastante apressado. A sensação final é a de um filme "incompleto", entrega poucas cenas de ação e muita enrolação. Ainda assim, essa atmosfera de "Filme B" cria uma "diversão sem compromisso".

Meu Hype: ⭐️⭐️ REGULAR 

#protocodeexterminio #onslaught #filmeb #ação #alexpoatan

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Crítica: VERITY (2026) de "Michael Showalter"


 Soft Porn! 🫦🫦🫦 

   Verity chega aos cinemas na tendência atual de Hollywood de adaptar best-sellers da literatura soft porn. O filme se enquadra entre o romance com um toque de suspense e o thriller psicológico. Algo interessante desse tipo de adaptação é que, mesmo quem não leu a obra de Colleen Hoover, consegue se envolver com a construção da narrativa, seja pela possível fidelidade ao livro ou pelas escolhas artísticas da direção. Ainda que tenha um certo charme, o longa carrega todas as fórmulas batidas do gênero: personagens dúbios, reviravoltas constantes e um plot twist impactante. 

​    A trama acompanha a renomada escritora Verity Crawford (Anne Hathaway) e Lowen Ashleigh (Dakota Johnson), uma autora em dificuldades que se muda para a remota propriedade da família Crawford para dar continuidade aos livros de Verity. Após descobrir o que parecem ser anotações autobiográficas perturbadoras, Lowen se vê confrontada por confissões inquietantes sobre o marido da autora, Jeremy (Josh Hartnett), encontrando dificuldades para distinguir ficção de realidade, manipulação de atração e oportunidade de obsessão. 

​    Apesar de carregar algumas problemáticas estruturais, o filme acerta ao seguir a lógica de personagens imersos na dúvida. A própria construção da vilã Verity não se mostra tão firme, o que alimenta o mistério. Anne Hathaway é o ponto alto da obra, um feito impressionante considerando que sua personagem passa grande parte da história imóvel, mas ainda assim domina a tela. Dakota Johnson não surpreende, enquanto Josh Hartnett entrega uma atuação apagada. Ainda assim, é um trio de peso para conduzir a narrativa. 

​  Verity parece se espelhar no sucesso recente de A Empregada (também adaptado da literatura): é fácil de acompanhar, possui personagens funcionais e um suspense instigante. Estruturalmente, o filme soa confuso em alguns momentos, mas o elenco e o mistério central mantêm o interesse. A verdade de Verity pode ser um blefe e as pistas falsas funcionam bem na superfície, ver esse elenco nesses papéis é divertido, mas o conjunto da obra não sustenta uma análise mais criteriosa. 

​Meu Hype: ⭐️⭐️⭐️ BOM

#verity #collenhoover

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Crítica: DIGGER (2026) de "Alejandro González Iñárritu"


 Cult! 🪏🪏🪏

​    Antes de falar sobre novo filme do diretor Alejandro González Iñárritu (Birdman), é importante frisar que toda obra ou manifestação artística que faz pensar e gera debate tem seu valor. Gostar ou não se torna algo subjetivo quando uma proposta original alcança tal patamar. O filme apresenta Digger Rockwell (Tom Cruise), um magnata do petróleo tão sutil quanto uma pá. Ele é um sujeito desleixado e agressivo que passa seu tempo livre cuidando de um gato idoso e em decomposição. Rockwell é relutantemente chamado à ação depois que uma explosão industrial na Groenlândia lança um enorme bloco de gelo em direção à Europa. 

​    Tudo parece óbvio e pouco estimulante a princípio, mas Iñárritu consegue fazer a engrenagem funcionar ao estruturar a história em torno desse caos bombástico. Então, por volta dos 45 minutos de duração, ocorre uma reviravolta tão brilhante que justifica toda a empreitada. Sem revelar spoilers, o chão simplesmente desaparece sob os pés do espectador. O que parece ser uma sátira direta sobre um desastre corporativo se revela em camadas, desvendando um ambicioso dispositivo metateatral no qual o absurdo na tela é uma tentativa elaborada de processar um pesadelo ecológico em tempo real. 

​   O longa pega uma história sobre devastação global iminente e a reformula como uma crise pessoal urgente e angustiante sobre culpa, cumplicidade e arrogância artística. É nessa transição que encontramos o melhor de Tom Cruise em Digger, explorando a comédia frenética e explosiva que definiu seus personagens mais memoráveis, ao mesmo tempo em que assume uma postura vulnerável e introspectiva. 

​   Cruise está cercado por um elenco brilhante, com todos sendo manipulados pela visão frenética de Iñárritu. Digger se mostra uma obra cheia de camadas e possibilidades de análise. Não é um filme fácil, principalmente para os cinéfilos de ocasião e talvez para o público geral, mas é um completo absurdo o que o filme consegue ser, ao mesmo tempo que é engraçado, é original e muito conectado com a atualidade. Uma experiência cinematográfica!

​Meu Hype: ⭐️⭐️⭐️⭐️ ÓTIMO

#digger #tomcruise #oscar #comedia #cinema

terça-feira, 29 de setembro de 2026

FLUIR FESTIVAL (Pirenópolis - GO) em 10 e 11 de Outubro de 2026!


FLUIR FESTIVAL 

"O Brasil canta em todos os cantos.
O Fluir Festival nasce em Pirenópolis para celebrar a música brasileira, o Cerrado e os encontros que fazem a cultura se mover.
Uma experiência de dois dias no feriadão de outubro com música, gastronomia, arte e pertencimento no coração do Brasil"


    O Fluir Festival, o mais novo festival de música do centro-oeste já tem definido todos os seus cantos e encantos, reunindo grandes nomes, artistas locais e regionais e muita música brasileira no seu palco.

 A organização, Fluir Experiências  receberam materiais para análise de mais de 250 artistas locais e regionais para comporem o line-up oficial do festival. Eles dividirão a grade de atrações ao lado dos outros quatro grandes nomes da programação: Gloria Groove, Seu Jorge, Baianasystem e Marcelo D2! 

   E os selecionados foram: Banda “7meia2” (Anápolis); o projeto “Santê convida Maria Ponto” (de Goiânia); o grupo “Doze por Oito” (BSB); o “Sarau Secreto” (BSB); a Banda “Pedra 70 convida Eli” (GO); assim como os “Dj A” (BSB); “Yard” com Dj Múcio + Rafa Freire convida Guto Borges (GO); “Dj Pepê” (BSB); a “Dj Jake” (BSB) e o “Dj Philipim” (Uberlândia).


Os ingressos para o Fluir Festival estão disponíveis no site https://www.ingresseiro.com.br/eventos/fluir-festival (com a venda dos “Passaportes”, com valores a partir de R$ 180,00 nas opções de meia-entrada solidária e casos previstos em Lei). 

Mais informações em https://www.instagram.com/fluir.festival/ @fluir.festival.


*Line-up completo*


*10/10 (Sábado)*
SEU JORGE • MARCELO D2

*11/10 (Domingo)*
GLORIA GROOVE • BAIANA SYSTEM


📅 10 e 11 de outubro de 2026
📍 Módulo Esportivo — Pirenópolis/GO

SERVIÇO:

Datas: Sábado, 10/10 e Domingo, 11/10. 

Horários: Abertura dos Portões – 16h.

Local: Módulo Esportivo – Av. Dário Mendonça esq. com Av. Nhonhô Godinho, CEP: 72980-000 (Próximo ao Aeroporto de Pirenópolis-GO)

Ingressos no https://www.ingresseiro.com.br/eventos/fluir-festival (com a venda dos “Passaportes”, com valores a partir de R$ 180,00 nas opções de meia-entrada solidária e casos previstos em Lei).

Contato: Eduardo Pacheco (62) 98151-4742

Mais informações em https://www.instagram.com/fluir.festival/ 







segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Crítica: A QUEDA 2 - NO LIMITE (2026) de "Michael Spiering" e "Peter Spiering"


 Sem muita novidade! 🧗‍♀️🧗‍♀️🧗‍♀️

    O filme A Queda foi um dos destaques de 2022. Quando ainda era incerto como a indústria cinematográfica se recuperaria após a pandemia de COVID-19, esse pequeno thriller conseguiu estrear nos cinemas e alcançar relativo sucesso, mesmo com as limitações da época. Com elenco enxuto e locações mínimas, a tensão da escalada em uma torre de TV de 600 metros, em um local remoto, entregou um espetáculo de suspense que prendeu a atenção do público. 

​    O novo filme começa em um período que não parece muito distante dos eventos do antecessor. Jax (Harriet Slater) tenta lidar com o luto quando encontra um livro com lugares que sua falecida irmã pretendia desbravar. Ela decide, então, embarcar em uma das escaladas listadas ao lado de uma amiga da irmã. O destino é uma perigosa travessia de pontes no Monte Kwan, na Tailândia. Ao chegarem lá, elas perdem o guia, John (Tom Brittney), e se veem isoladas a 900 metros de altitude. 

​    Embora o primeiro filme tenha sido impressionantemente bem-feito, com ótimas atuações e surpresas interessantes, parecia um thriller clássico e pontual, que não pedia uma sequência. No entanto, pouco tempo após o sucesso de bilheteria, a Lionsgate anunciou que haveria não apenas uma, mas duas continuações produzidas em rápida sucessão. 

​     Por ser a sequência de uma história que já tinha alcançado um desfecho natural, A Queda 2 - No Limite  custa a engrenar. O longa praticamente repete a fórmula do original e, mesmo sem a originalidade e o status de surpresa do antecessor, tenta se destacar com apostas mais ousadas, o dobro de reviravoltas e a ambição de transformar a franquia em uma espécie de novela de proporções extremas mas falta muita coisa para tudo isso ser interessante e deixar de ser uma repetição de tema. Não empolgou!

​Meu Hype: ⭐️⭐️ REGULAR


#aqueda2 #thefall #cinema #action #sports

Crítica: A HIPÓTESE DO AMOR (2026) de "Claire Scanlon" (Prime Video)


 ​A famosa "ilusão" romântica! ❣️❣️❣️

    A Hipótese do Amor é uma comédia romântica baseada no livro best-seller de Ali Hazelwood. Mesmo que você esteja disposto a acreditar nos dramas de jovens universitários americanos e em personagens que mudam de sentimento da noite para o dia para viver um grande amor, esta história parece idêntica a tantas outras do gênero. A fórmula é tão batida que só resta desligar o cérebro e acompanhar um enredo recheado de emoções baratas, futilidades estudantis e ilusões descaradas. 

​    A trama acompanha Olive Smith, uma doutoranda em Biologia na Universidade Stanford que inicia um namoro de fachada com um professor notoriamente rigoroso, o Dr. Adam Carlsen. Em meio a aparições públicas encenadas e encontros casuais, Olive descobre um lado mais sensível e compreensivo de Adam, contrastando fortemente com sua reputação no campus. O resto da história nem precisa contar, de tão previsível. 

     ​Embora a dinâmica entre os protagonistas funcione em tese, tudo acontece tão rápido que não há tempo para assimilar os personagens e suas convicções. Olive tenta se manter agradável em tela, enquanto Adam surge um pouco travado em cena, o que pode ser um efeito proposital, já que, pela "mágica" desse tipo de narrativa, ele vai se abrindo gradualmente para ela. 

​     Além da falta de profundidade do enredo, a obra carrega todos os clichês habituais de uma comédia romântica americana. Juntos, os protagonistas se esforçam para convencer o público jovem de que o amor idealizado ainda existe e que o "príncipe encantado" um dia vai chegar. É um filme fácil de curtir, mas tão descartável e superficial que não deixa muito o que comentar. 

​Meu Hype: ⭐️⭐️ REGULAR

#ahipotesedoamor #thelovehipothesis #primevideo #romantic #love

SÉRIE: MONSTER, A HISTÓRIA DE LIZZIE BORDEN (NETFLIX)


 Farofa pop! 🪓🪓🪓

​   O cineasta de sucesso Ryan Murphy (American Horror Story, Pose, 9-1-1) já há algum tempo se entregou à "farofa" em suas produções. Todo lançamento do criador vem recheado de praticamente todas as fórmulas usadas nas principais séries atuais. Após três temporadas, sua série de antologia Monster finalmente se concentra em uma serial killer. Até o momento, a produção teve Dahmer como sua melhor temporada e, depois, de certa forma, perdeu um pouco o rumo. Embora haja várias opções no imaginário popular, parece apropriado que Lizzie Borden seja a primeira mulher retratada. 

​     Como muitas figuras do período anterior à explosão de assassinos em série nas décadas de 1970 e 1980, os crimes de Borden nunca foram confirmados e se transformaram em um espetáculo público que a tornou uma das mulheres mais famosas da América. Parece emblemático começar a temporada sobre assassinas com a mulher cujos crimes inegavelmente moldaram a forma como a sociedade vê as mulheres violentas. No entanto, a série nos apresenta uma Lizzie Borden (Ella Beatty) cativante e bem diferente daquela do folclore popular.

   O co-criador Ian Brennan retrata uma jovem negligenciada pelo pai, Andrew Borden (Charlie Hunnam), e abusada pela madrasta, Abby Borden (Rebecca Hall). Obrigada a passar a maior parte do tempo sozinha, tendo apenas o consolo dos pássaros de que cuida, a vida de Lizzie parece estar fora de seu controle. Isso até que uma amizade com a nova empregada da família, Bridget Sullivan (Vicky Krieps), começa a florescer e, aos poucos, transforma a rotina antes monótona da protagonista. 

​     Obviamente, a série tem muitos furos de roteiro, escolhas equivocadas e vários desvios de foco. Ainda assim, conta com diversos atrativos, a começar pelo elenco muito bem escolhido, pela trilha sonora descolada, pelo ritmo ágil dos episódios e por alguns momentos de relativo brilho em meio aos principais clichês do gênero. A dica é aproveitar os acertos e se divertir com uma "farofa" até saborosa; uma história que passa longe de ser puramente "macabra" ou "fascinante", mas que ainda assim atrai. 

​Meu Hype: ⭐️⭐️⭐️ BOM


#monster #lizzieborden #ryanmurphy #série #netflix

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Crítica: MORTE E VIDA MADALENA (2025) de "Guto Parente"


 Cinema de Guerrilha Cearense! 📽📽📽

   ​Morte e Vida Madalena começou sua trajetória no 58° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro em 2025 e, praticamente um ano após brilhar no festival, chega às salas de cinema em circuito limitado. No filme, a produtora Madalena, a poucos meses de dar à luz, começa a filmar uma ficção científica escrita por seu pai, falecido recentemente. Uma série de eventos imprevistos passa a semear a discórdia. Guto Parente oferece uma verdadeira declaração de amor à luta de se fazer cinema de gênero no Brasil, uma vertente muitas vezes discriminada, tendo como pano de fundo uma produção repleta de contratempos.

​    Toda a trama gira em torno do difícil processo de criação de um filme, com as emoções à flor da pele entre os vários membros da equipe. A intenção aqui não é oferecer uma abordagem didática, no estilo documentário, sobre a produção cinematográfica, mas sim compartilhar a energia criativa que emana do grupo. Assim, a produtora surge como a verdadeira força motriz, impulsionada por suas ansiedades, que acabam se revelando proféticas.

    Madalena (Noá Bonoba), porém, não pode se dar ao luxo de romantizar o fracasso. Como uma boa produtora do audiovisual, a protagonista não tem outra opção senão perseverar. Gestante de oito meses, ela carrega também o filme da sua vida, tentando tirar do papel o último roteiro que seu recém-falecido pai (Carlos Francisco) escreveu. O projeto em questão é um filme B de ficção científica, o que, logo de cara, já sugere o tom absurdo desta comédia de erros escrita e dirigida por Guto Parente.

​    A atmosfera onírica desempenha um papel importante, e a influência de Fellini é evidente, embora com uma abordagem mais intimista em relação aos personagens. A jornada do filme se torna uma transição significativa para Madalena, e a equipe que a cerca se transforma em uma verdadeira família substituta. O humor que permeia toda a narrativa está sempre misturado com a ternura sentida pelos personagens, cuja singularidade é a essência do roteiro. É uma linda história de amor ao cinema e de respeito às origens, recheada de comédia e coração.

​Meu Hype: ⭐️⭐️⭐️⭐️ ÓTIMO


#morteevidamadelena #cinemabrasileiro #cinema

terça-feira, 22 de setembro de 2026

SESSÃO ESPECIAL: ANISTIA 79 de "Anita Leandro"


 Resgate necessário! 🇧🇷🇧🇷🇧🇷 

     Anistia 79 é um documentário  que consiste em imagens inéditas da Conferência Internacional pela Anistia e pelas Liberdades Democráticas no Brasil, realizada em Roma, em junho de 1979, às vésperas da votação da lei que permitiria o retorno de exilados e banidos, além da libertação de presos políticos. 

    O encontro reuniu centenas de exilados brasileiros, sindicalistas, parlamentares, juristas e ativistas dos direitos humanos de diferentes países, todos engajados na luta pela anistia e pelo fim da ditadura militar. ​Registradas em película por dois exilados brasileiros que viviam em Paris, Hamilton Lopes dos Santos e Velso Ribas, as imagens ficaram guardadas por quase meio século em um porão na capital francesa. 

    Tão importantes para a nossa história política, esses registros chegam finalmente ao Brasil após décadas de exílio. O acervo traz personagens centrais da resistência à ditadura, como Apolônio de Carvalho, Gregório Bezerra, Manoel da Conceição, Carmela Pezzutti, Francisco Julião, Luís Travassos e Diógenes Arruda, entre outras personalidades.

     O documentário exibe essas imagens para 11 pessoas que nelas aparecem, criando um diálogo entre o passado e o presente. As reações dos participantes não apenas revelam as marcas deixadas pela ditadura, mas também resgatam o projeto de restauração da democracia que uniu diversos setores da sociedade na época. 

    Em cartaz desde o dia 20 de agosto em várias salas do Brasil, o filme ganha uma sessão especial em Brasília. O evento acontece no dia 25 de setembro, sexta-feira, às 19h, no Cine Brasília. Após a exibição haverá um debate com a participação da cineasta, ao lado da deputada federal pelo Distrito Federal Erika Kokay, integrante da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara Federal; do escritor, bancário aposentado, ex-preso político e ex-deputado federal pelo Mato Grosso Gilney Amorim Viana; e do professor de História da Universidade de Brasília (UnB) e membro da Comissão da Verdade da UnB, José Otávio Guimarães. 

Os ingressos terão preço promocional de R$10! 

#anistia79 #cinebrasilia #documentário #anistia #cinema @cinebrasiliaoficial @embaubafilmes

59º FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO (Vencedores e Criticas)

 

O 59º Festival de Brasília teve 8 dias de programações voltadas ao cinema.


59º Festival de Brasília exibiu mais de 70 filmes, selecionados a partir de 1.928 inscrições de curtas e longas-metragens. O número de inscrições representa um recorde histórico para o evento, realizado desde 1965. O Meu Hype acompanhou a Mostra Competitiva de Longas Metragens Nacional, que teve os seguintes vencedores:

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL – TROFÉU CANDANGO

Longa-metragem

Melhor Longa-Metragem – Júri Oficial: Se Eu Fosse Vivo… Vivia, de André Novais Oliveira (MG)
Melhor Longa-Metragem – Júri Popular: Tudo é Tempo, de Marcos Guttmann (RJ)
Melhor Direção: Daniel Nolasco (GO), por Pequenas Tragédias
Melhor Roteiro: André Novais Oliveira (MG), por Se Eu Fosse Vivo… Vivia
Melhor Atriz: Martha Nowill, por Privadas de Suas Vidas (RS)
Melhor Ator: Guilherme Théo, por Pequenas Tragédias
Melhor Atriz Coadjuvante: Aivan, por Pequenas Tragédias, e Olivia Torres, por Privadas de Suas Vidas
Melhor Ator Coadjuvante: Lucas Leto, por Todo o Sentimento (BA)
Melhor Fotografia: Victor de Melo, por Sabes de Mim, Agora Esqueça (DF)
Melhor Direção de Arte: Juliana Lobo, por Privadas de Suas Vidas (SP)
Melhor Figurino: Diana Moreira, por Se Eu Fosse Vivo… Vivia (MG)
Melhor Trilha Sonora: Daniel Nolasco, por Pequenas Tragédias
Melhor Edição de Som: Lucas Coelho, por Sabes de Mim, Agora Esqueça (DF)
Melhor Montagem: Luciano Carneiro, por Pequenas Tragédias (GO)
Prêmio Abraccine – Melhor Longa-Metragem: Pequenas Tragédias (GO) de Daniel Nolasco

PRÊMIOS ESPECIAIS

Troféu Saruê: Tudo é Tempo, de Marcos Guttmann (RJ)
Menção Honrosa – Longa: Conceição Evaristo e Norberto Novais Oliveira, por Se Eu Fosse Vivo… Vivia
Prêmio Zózimo Bulbul – Melhor Filme Longa-Metragem: Ana, En Passant, de Fernanda Salgado (MG)


Confira a Crítica por "Sérgio Ghesti" dos Filmes exibidos na Mostra Competitiva

Meu Hype: Crítica: ANA EN PASSANT (2026) de "Fernanda Salgado"


Meu Hype: Crítica: PEQUENAS TRAGÉDIAS (2026) de "Daniel Nolasco"


Meu Hype: Crítica: TUDO É TEMPO (2026) de "Marcos Guttmann"


Meu Hype: Crítica: TODO SENTIMENTO (2026) de "Glenda Nicácio e Ary Rosa"


Meu Hype: Crítica: PRIVADAS DE SUAS VIDAS (2026) de "Gurcius Gewdner" e "Gustavo Vinagre"


Meu Hype: Crítica: SE EU FOSSE VIVO... VIVIA (2026) de "André Novais Oliveira"


Meu Hype: Critica: SABES DE MIM, AGORA ESQUEÇA (2026) de "Denise Vieira"


Confira a Crítica por "Sérgio Ghesti" das exibições especiais do Festival de Brasilia

Filme de Abertura


Meu Hype: Crítica: PELE MORTA (2026) de Denise Moraes e Bruno Fatumbi

Mostra Série no Cinema


Meu Hype: Primeiras Impressões: DELEGADO (2026) de "Leonardo Lacca" e "Marcelo Lordello"

Filme de Encerramento


Meu Hype: Crítica: VERÃO DA LATA (2026) de "Santiago Dellape"


Todos os detalhes do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro você encontra no site oficial: Festival de Brasília do Cinema Brasileiro