Protocolo de Extermínio, novo lançamento da A24, se passa no mesmo universo cinematográfico de "O Hóspede" (2014), sucesso cult do diretor Adam Wingard e apresenta-se fortemente como uma homenagem aos filmes de ação oitentistas. Uma das principais referências cinematográficas são ao diretor John Carpenter com seu excesso estético, trilha sonora eletrônica dissonante e a maneira como a protagonista se assemelha a uma versão feminina de "Snake Plissken", personagem clássico de Kurt Russell em Fuga de Nova York. Nota-se uma série de referências a esses clássicos do cinema de ação.
A trama acompanha o dia de Celeste (Adria Arjona), ex-militar e proprietária de um parque de trailers decadente, uma mãe que ainda se recupera do fracasso do casamento e que recebe a adorável e precoce filha, Daisy (Blake Kennedy), do ex-marido no pior momento possível. O fato de Celeste ser cativante se deve menos ao roteiro em si e mais à atuação inspirada de Arjona, que entrega uma atitude exausta e indiferente. No elenco ainda temos Dan Stevens repetindo o papel Hans de "O Hóspede" e do lutador brasileiro do UFC Alex Poatan.
O maior problema de Protocolo de Extermínio é o seu ritmo: a narrativa se arrasta por quase uma hora de preparação antes de finalmente chegar à invasão domiciliar e aos tiroteios que o público presumivelmente comprou o ingresso para ver. Uma série de interlúdios praticamente sem sentido faz a contagem regressiva das horas que antecedem a fuga dos vilões geneticamente modificados do complexo governamental, existe muito tempo perdido.
Quando o longa finalmente deixa de lado os floreios e parte para o confronto sangrento no parque de trailers que serve como sua principal sequência de ação, o resultado se mostra bastante apressado. A sensação final é a de um filme "incompleto", entrega poucas cenas de ação e muita enrolação. Ainda assim, essa atmosfera de "Filme B" cria uma "diversão sem compromisso".
Meu Hype: ⭐️⭐️ REGULAR
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