Meu Hype
Hype"s!
sexta-feira, 10 de julho de 2026
A MORTE DO DEMÔNIO: EM CHAMAS (2026) de "Sébastien Vaniček"
quinta-feira, 9 de julho de 2026
MOANA (2026) de "Thomas Kail"
Moana chega ao formato live-action sem trazer qualquer diferencial em relação à animação original. O filme repete cenas e diálogos à exaustão, confirmando a tendência preguiçosa da Disney de reciclar seu próprio repertório.
Como se não bastasse, Dwayne "The Rock" Johnson confirmou a produção de Moana 3 durante sua passagem promocional pelo Brasil, evidenciando como a ganância do estúdio fala mais alto que qualquer traço de originalidade.
Esta versão parece uma cópia mais lenta, sombria e menos fantasiosa da história que já conhecíamos. Se o desenho animado ainda mantinha certo brilho e um frescor, o que salva este remake de um fiasco completo é a boa produção musical e o elenco carismático, incluindo a novata Catherine Laga’aia como protagonista. Por outro lado, Dwayne Johnson entrega um Maui surpreendentemente sem graça.
A trama situa-se em um antigo mundo no Pacífico Sul. Em sua jornada em busca de uma lendária ilha, a adolescente Moana une forças ao seu herói, o semideus Maui. Pelo caminho, eles enfrentam criaturas marinhas, exploram mundos submersos e descobrem uma cultura ancestral.
Não há dúvidas de que a jornada de empoderamento de Moana encanta, mas no live-action ela soa superficial e menos impactante do que na animação, que tinha a capacidade técnica de externalizar sentimentos e exagerar emoções para causar efeito.
Moana (2026) carece do ritmo, do humor, do charme e da emoção do original. Além disso, o filme levanta constantemente a questão do porquê de sua existência, já que a versão de 10 anos atrás ainda funciona perfeitamente bem. Vai entender!
Meu Hype: ⭐️ RUIM
#moana #disney #cinema #therock #musical
sexta-feira, 3 de julho de 2026
CONFESSIONS II (2026) de "Madonna"
De volta à pista de dança! 🪩🪩🪩
Em seu álbum mais relevante em mais de duas décadas, Madonna prova que ainda sabe como nos fazer dançar e justifica sua fama de Rainha do Pop. Sua postura de destaque na indústria musical se estende por décadas, seja pela irreverência ou por estar sempre conectada a causas importantes, como a luta pelos direitos das minorias ou o posicionamento político firme. Em Confessions II não é diferente: o álbum é uma continuação direta do último grande sucesso comercial de sua carreira, Confessions on a Dance Floor (2005), trazendo elementos que remetem tanto a esse antecessor quanto aos seus hits clássicos.
Confessions II funciona muito bem porque é o trabalho cuidadoso de uma artista talentosa que ainda sente o poder da música eletrônica na pele e na alma. Sua parceria com o produtor Stuart Price mostra uma artista à vontade, mesmo com a enorme responsabilidade de entrega que a fama exige. Certamente, após o grandioso show na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para mais de 2 milhões de pessoas, Madonna sentiu a confiança de seu peso como artista atemporal e sempre à frente de seu tempo.
Convenhamos: entregar um trabalho excepcional com uma carreira tão longa, em uma indústria que costuma afastar artistas veteranos dos holofotes para priorizar novos talentos, faz com que sua obra ganhe ainda mais força, emoção e uma produção poderosa e elegante. Após cerca de 40 minutos de um house-pop pulsante e trance psicodélico, o álbum torna-se mais reflexivo em sua parte final.
Ao revisitar seu passado, tanto pessoal quanto musical, Madonna criou um álbum essencial que conversa diretamente com seu público. Contando com convidados relevantes, como a atual estrela pop Sabrina Carpenter, o DJ e produtor Martin Garrix e o cantor Stromae, essa coleção de músicas faz qualquer pista pulsar. Mesmo que a indústria atual não a valorize como deveria, Madonna se reafirma como a Rainha do Pop, sem medo de ser feliz.
Destaques: One Step Away, Danceteria, Everything, Love Sensation e Love Without Words
Meu Hype: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️ ÓTIMO
quarta-feira, 1 de julho de 2026
MINIONS & MONSTROS (2026) de "Pierre Coffin"
Uma sátira à magia do cinema! 🍌🍌🎬
O novo filme dos personagens malucos da franquia Meu Malvado Favorito chega aos cinemas com uma escolha criativa interessante, surpreendentemente, a nova produção se desprende um pouco do humor pastelão puramente infantil para se inspirar na magia do cinema e na zoação com Hollywood.
Geralmente, quando se fala em apelar para a nostalgia ou em inundar a tela com easter eggs, o objetivo é apenas agradar aos fãs e dar a eles o que desejam. Mas em Minions & Monstros, isso vai além: a própria existência do longa se justifica ao contar a história do cinema pela ótica distorcida dos Minions, lembrando muito o espírito do desenho Animaniacs na década de 1990.
Esse tom de zoeira está presente desde a logo inicial da Universal até os créditos finais. São referências a cenas icônicas que vão dos monstros clássicos a Humphrey Bogart, dos faroestes a Cidadão Kane. Há até um ponto da trama que parece saído do recente, cínico e vulgar Babilônia, mostrando os carismáticos seres amarelos lutando e fracassando para se adaptar à transição do cinema mudo para o falado.
As trapalhadas dos Minions sempre pareceram parcialmente inspiradas pelas acrobacias cômicas de nomes como Charlie Chaplin e Buster Keaton, inclusive, em determinado momento, uma casa desaba sobre um Minion, em uma clara homenagem a Keaton. Sendo assim, parece natural que o diretor Pierre Coffin (que continua dublando todas as criaturinhas) decida inseri-los na Era de Ouro de Hollywood.
É fácil encontrar referências a clássicos de monstros, faroestes e ficção científica ao longo da projeção. É uma delícia acompanhar cada homenagem na tela. Infelizmente, em seu terço final, o filme se perde um pouco, o confronto final tem mais em comum com os blockbusters modernos e genéricos do que com o cinema clássico que a obra tenta celebrar.
Minions & Monstros segue algumas das fórmulas das animações modernas de Hollywood, mas também funciona como um testemunho e uma celebração da beleza e da magia de fazer e assistir a filmes.
Meu Hype: ⭐️ ⭐️ ⭐️ ⭐️ MUITO BOM
#minions #illumination #cinema #hollywood #desenho
quarta-feira, 24 de junho de 2026
SUPERGIRL (2026) de "Craig Gillespie"
Supergirl traz de volta aos cinemas a DC Studios que no ano passado, apresentou um novo Superman interpretado por David Corenswet e uma nova perspectiva para o universo da DC Comics nas telonas. A heroína, interpretada pela ótima Milly Alcock, tenta repetir o sucesso da personagem nos quadrinhos clássicos e em suas várias adaptações. Em sua incursão recente mais marcante na televisão, a série Supergirl construiu uma base sólida e fiel de fãs que acompanharam Kara Zor-El durante seis anos dentro do chamado “Arrowverse”.
A principal distinção da Supergirl em relação ao Superman é o seu histórico emocional. Por ter presenciado a destruição de seu planeta e de sua cultura de forma consciente, a personagem é frequentemente retratada com sentimentos complexos, como o luto e o trauma, lidando diretamente com o peso do passado. Ao longo das diferentes eras da DC, a origem de Kara foi adaptada, mas a essência de ser uma sobrevivente consciente de Krypton continua sendo sua marca registrada.
Esse diferencial fica bastante evidente na direção escolhida para este longa. Seu caminho é bem diferente do trilhado pelo Superman de 2025: o filme se passa longe da Terra, cercado por novas criaturas, em uma jornada inconstante e pouco segura. Uma simples comemoração de aniversário, o envenenamento do querido Krypto (o fiel companheiro de Kara) e o encontro com uma garota com sede de vingança são elementos suficientes para dar partida a uma grande aventura.
Supergirl é um filme simples e bastante efetivo. Ele sobrevive de suas maiores inseguranças ao inserir um senso de perigo real em um norte previsível. Assim, a produção ganha fôlego em meio à atual decadência dos filmes de super-heróis, marcada pela queda de qualidade técnica e criativa e pela repetição cansativa das mesmas fórmulas narrativas.
O maior mérito deste Supergirl é fazer o básico e, ainda assim, entregar elementos que se destacam, como a participação do personagem Lobo (interpretado por Jason Momoa), impor uma estética suja e alternativa embalada por uma trilha sonora descolada, e uma heroína extremamente cativante.
Meu Hype: ⭐️⭐️⭐️ Divertido
#supergirl #dccomics
terça-feira, 23 de junho de 2026
APENAS COISAS BOAS (2026) de "Daniel Nolasco"
Apenas Coisas Boas é o segundo longa-metragem do diretor Daniel Nolasco, que desta vez aposta em um "conto" misterioso sobre dois rapazes apaixonados em uma área rural, um pai homofóbico e uma narrativa não linear. Se em Vento Seco, o diretor já apresentava personagens misteriosos, sexo semi explícito e a exploração da subcultura gay, em Apenas Coisas Boas tudo fica ainda mais complexo e, por vezes, confuso também.
O filme conta com uma fotografia belíssima, tudo acontece no interior de Goiás, na cidade de Catalão, na década de oitenta, acompanhando Marcelo (Liev Carlos), um rapaz que viaja de moto. Ele sofre um acidente e é encontrado por Antônio (Lucas Drummond), um solitário fazendeiro que o leva para sua casa. Os dois iniciam um caso apaixonado até que as coisas tomam um rumo trágico.
No que certamente é o grande trunfo de Nolasco, a narrativa assume um tom enigmático em que o espectador não sabe exatamente o que aconteceu. A história muda de tom e também de personagens: o que era uma trama rural bem ao estilo "Brokeback Mountain" se transforma em uma história urbana, cheia de pontas soltas sobre o que realmente está acontecendo.
O longa foge da urgência do trabalho anterior do diretor usando a poesia e a melancolia da vivência sexual masculina, sem medir o quanto a masculinidade tóxica enraizada, no filme representada pelo pai do personagem principal, pode afetar o fluxo de uma vida inteira de um homem. O simples ato de estar junto a outro homem pode representar tanto um perigo quanto um tesão em uma sociedade onde o homem é quase obrigado a satisfazer seus desejos de maneira clandestina.
Por ser uma obra que dificulta uma conexão imediata, ou mesmo o apego aos personagens devido à sua narrativa misteriosa, Apenas Coisas Boas se mostra um exercício cinematográfico importante, principalmente para quem está acostumado a ter todas as respostas sem necessidade de pensar. Essa história combina muito bem com a comunidade LGBTQIAPN+, que sempre tem seus caminhos cruzados com o perigo do preconceito e da aceitação alheia.
Meu Hype: ⭐️⭐⭐️ - BOM
quarta-feira, 17 de junho de 2026
QUINZE DIAS (2026) de "Daniel Lieff"
Ser um adolescente Gay! 🏳️🌈🏳️🌈🏳️🌈
O livro best seller "15 dias" de Vitor Martins ganha vida nas telas de cinema e se tem uma frase presente no livro que marca qualquer trajetória de vida de um LGBTQIAPN+ é: “quando se trata de socializar na vida real, sou um grande fracassado”. A história de Felipe e suas vivências escolares, inseguranças e incertezas fazem parte do pacote de situações vividas por qualquer adolescente e acaba sendo muito mais intenso em alguém da comunidade LGBTQIAPN+.
O filme consegue com méritos retratar isso com a ajuda de um elenco muito conectado e desenvolvido além de momentos cômicos e dramáticos que envolvem o espectador em cada cena. Apesar da trama narrativa ter momentos engraçados, é muito fácil o reconhecimento pessoal nos dramas vividos, a história trata de algumas questões bem sérias, especialmente homofobia, gordofobia e bullying. A jornada de Felipe é tão sensível e preciosa que pode ajudar outros jovens.
Felipe, de 17 anos precisa dividir o quarto com o vizinho Caio enquanto os pais deste estão viajando. O problema é que Caio é o seu crush e antigo amigo de infância. Ao longo de 15 dias, Felipe é obrigado a confrontar suas inseguranças e se abrir para que o constrangimento inicial entre eles dê espaço a uma troca de ideias, opiniões e sentimentos que vai mudar o modo como ele se sente em relação a si mesmo. A chegada de Caio faz Felipe questionar muito do que achava ser verdade sobre si mesmo.
O filme segue um caminho bastante confortável para o público, algo como acompanhar uma novela romântica ou um k-drama, essa leveza é conquistada pelo carisma das atuações do elenco e de uma história que mesmo suavizada não deixa de ser dolorida.
Algo importante não só em 15 dias como na vida real é entender que ser LGBTQIAPN+ é ser resistência, é enfrentar duras batalhas que muitas vezes começam na infância e adolescência e são levadas por toda vida, o que fazem de histórias como essa serem tão relevantes e necessárias.
Meu Hype: ⭐️⭐️⭐️⭐️ ÓTIMO
terça-feira, 16 de junho de 2026
TOY STORY 5 (2026) por "Andrew Stanton"
Síndrome de Peter Pan! 🧸🧸🧸
Toy Story chega ao seu quinto filme reforçando como os grandes estúdios apostam na nostalgia de personagens e franquias conhecidas para sobreviver em meio à crise intelectual. Se já era absurdo imaginar essa saga indo além da trilogia inicial, aqui recebemos uma "atualização" na história com a chegada das telas e do digital ao mundo dos brinquedos. Os personagens vivem uma espécie de "síndrome de Peter Pan" ou um loop em mais uma jornada contra o abandono. Parece que já vimos esse filme.
A história levanta um interessante conflito contemporâneo sobre a era digital; a trama central surge de uma premissa formalmente convincente e com claro potencial sociológico. A introdução do Lilypad, um tablet interativo projetado em torno da lógica da conectividade remota, visa articular uma crítica direta às práticas parentais atuais, à dependência de telas como substitutas do cuidado materno/paterno e ao consequente isolamento de crianças hiperconectadas.
No entanto, esse argumento interessante esvazia-se quando segue o caminho seguro e emotivo que já se espera. O que poderia ter sido um ensaio cinematográfico incisivo sobre a alienação tecnológica acaba se dissolvendo em uma resolução simplista e divertida, sem aproveitar sua real profundidade. O filme recicla dilemas existenciais sobre desuso, abandono e o propósito dos brinquedos, atualizando-os para a "geração iPad". É um tema que cai como uma luva nesta nova etapa de Toy Story, mas falta brilho à história: tirando a protagonista Jessie, os demais personagens possuem tramas aquém do esperado.
A chegada de Toy Story 5 (2026), dirigido por Andrew Stanton, confirma o diagnóstico cinematográfico de que esses personagens seguirão em novas produções, em um exercício constante de "novas" aventuras. O filme sobrevive pelo forte sentimento afetivo de sua narrativa, mas mostra-se questionável na inércia de uma franquia que se recusa a morrer porque, simplesmente, é lucrativa demais.
Meu Hype: ⭐️⭐️⭐️ BOM
quarta-feira, 10 de junho de 2026
DIA D (2026) de Steven Spielberg
Steven Spielberg dispensa apresentações. Seu nome é sinônimo da história do cinema desde sua estreia em 1971, e até hoje ele continua brilhante na compreensão da sétima arte como um espetáculo que vai muito além dos efeitos especiais. Em Dia D o diretor examina temas complexos como fé, obsessão, comunicação, transcendência e o lugar da humanidade no universo.
Embora a história seja repleta de explicações, o roteirista David Koepp encontra maneiras elegantes de transmitir grandes quantidades de informação. Dia D entrega emoção, suspense, perigo, ousadia e o coração pulsante de uma história bastante sensível. A grande questão do filme é o motivo de os alienígenas estarem aqui, e isso é respondido de forma satisfatória por meio de uma narrativa que, em última análise, é sobre a compreensão de um mundo cada vez mais dividido.
Não é difícil extrapolar a ideia de alienígenas vivendo entre nós para a nossa própria atualidade. Em certo momento, dois personagens debatem "valores" de uma forma que parece saída diretamente de programas de debate político. Para Spielberg, no entanto, esse não é um embate a ser travado. Empatia, ciência e fé, juntas, devem enriquecer nossas vidas, e não nos dividir, por mais que outras forças desejem o contrário.
Merece destaque também a atuação de Emily Blunt como uma mulher que recebeu um dom para o qual não está preparada. Seu poder reside em enxergar profundamente o coração das pessoas e a bondade que habita em cada um de nós. Blunt tem uma maneira única de nos desarmar e nos ensinar ao mesmo tempo: ela é engraçada, forte e apaixonada, e o filme simplesmente não funcionaria sem ela.
Spielberg já nos presenteou com grandes blockbusters antes, mas Dia D é um espetáculo essencialmente humano, é a humanidade que nos impede de recorrer à destruição e à violência física. É a empatia que nos faz ouvir, nos conecta e nos aproxima. No fim, fica a certeza de que Spielberg acredita na vida em outros mundos e nos entrega o filme evento para o dia da revelação.
Meu Hype: ⭐️⭐️⭐️⭐️ ÓTIMO
#disclosureday #diad #spielberg #scifi #alien
BACKROOMS - UM NÃO LUGAR (2026) de Kane Parsons
Um pesadelo imersivo! 🚪🚪🚪
Sabe aqueles filmes que se tornam clássicos instantâneos? Backrooms: Um Não-Lugar tem essa aura. Após assisti-lo, considero que seu impacto nesta nova geração seja próximo ao que foi o fenômeno de A Bruxa de Blair no final dos anos 90. Tudo isso acontece de forma quase orgânica; o filme não tem a prepotência de se forçar como cult, mas tudo se encaixa para que ele atinja esse status.
Quando uma obra de terror consegue transformar o medo em imersão e torna a experiência crível, real e palpável, fica claro que seu objetivo foi alcançado: o espectador não sai o mesmo após a sessão. O diretor Kane Parsons explora meticulosamente o conceito para criar o horror liminar definitivo, expandindo sua série de vídeos virais do YouTube baseada na infame creepypasta homônima da internet.
O longa nos imerge perfeitamente em uma dimensão alternativa de escritórios labirínticos e assustadoramente vazios. À medida que seus loops desconcertantes surgem, com uma arquitetura contorcida em tons de sépia e móveis com falhas que se sobrepõem lentamente, o filme se manifesta como um banquete abstrato de design de som, visual e de produção.
Sem ser prejudicado por uma ocasional propensão a sustos mais tradicionais e seguros, o que, ironicamente, ressalta a originalidade do conjunto, temos a ambientação anos 90 na história de Clark (Chiwetel Ejiofor) e a Dra. Mary Kline (Renate Reinsve) que atravessam a parede de uma loja para uma dimensão alternativa definida por um labirinto surreal e aparentemente infinito de escritórios vazios.
Aliado a uma trilha sonora fantasmagórica que evoca Silent Hill, com sons industriais distorcidos e zumbidos eletrônicos ásperos, o filme entrega uma experiência fascinante por seus espaços liminares literais quanto pelos implacáveis espaços mentais. Embora o recurso de filmagem estilo "found footage" já esteja um pouco saturado no terror e o final se torne ligeiramente anticlimático, certamente pode-se dizer que Kane Parsons é uma uma nova e empolgante voz no cinema de gênero, e que Backrooms tem força para se tornar uma grande franquia.
Meu hype: ⭐️⭐️⭐️⭐️ MUITO BOM
#backrooms #lançamento #terror #cinema #arquitetura
quarta-feira, 13 de maio de 2026
OBSESSÃO (2026) de Curry Barker
O Terror do "Cuidado com o que Deseja" 😈
Obsessão, de Curry Barker, é um filme cujo título informa imediatamente ao público que não haverá uma doce história de amor; com exceção de uma breve montagem de felicidade doméstica, essa premonição se confirma. Embora a obra não peque em entretenimento, é o terror psicológico que se destaca como seu aspecto mais impactante. Apesar de a premissa ser absurda, inteligentemente temperada com uma boa dose de humor constrangedor, existe uma preocupação muito humana subjacente: e se conseguir o que você deseja não for o que você imaginava?
A sensação apocalíptica dessa constatação é reforçada pelo uso das sombras, magistralmente conduzidas pelo diretor de fotografia Taylor Clemons. Ao obscurecer figuras e valorizar o espaço negativo, o filme permite que o silêncio e o vazio se tornem repletos de significados. É, de fato, assustador.
Apesar de ser atraente e ter um olhar bondoso, Bear (Michael Johnston) é um protagonista imediatamente antipático, representando o lado mais sombrio da chamada "epidemia de solidão masculina". Mesmo assim, o roteiro leva o público a simpatizar com sua timidez e com a incapacidade de se declarar para Nikki (Inde Navarrette), sua amiga e colega de trabalho. Essa paralisia emocional sugere que, no fundo, ele já sabe que não será correspondido.
Frustrado, Bear toma a decisão impulsiva de quebrar um "Salgueiro dos Desejos", um item místico que planejava dar de presente a Nikki. Se ainda não estava óbvio que você nunca deve desejar que alguém te ame "mais do que qualquer outra pessoa no mundo", você certamente aprenderá a lição ao final da projeção.
O filme realiza um equilíbrio delicado, sendo genuinamente apavorante e sombriamente hilário, muitas vezes na mesma cena. Grande parte desse êxito se deve à atuação de Johnston, que modula entre quebras sutis na voz, sugerindo uma psicose crescente e explosões repentinas de gritos, retornando logo em seguida a sussurros suaves e perturbadoramente tranquilizantes. Certamente um dos melhores filmes de terror do ano!
Hype: ⭐️⭐️⭐️⭐️ (Muito Bom)
#obsessãofilme #obsession #cinema #terror #dicasdefilmes
quarta-feira, 6 de maio de 2026
MORTAL KOMBAT 2 (2026) de Simon Mcquoid
Flawless Victory, Fatality! 👊🏻
Mortal Kombat 2 (sequência do reboot de 2021) chega aos cinemas com êxito ao resgatar a nostalgia dos jogos, entregando tudo o que faltou no anterior. O primeiro longa dividiu opiniões: se por um lado a fidelidade visual e o Scorpion de Hiroyuki Sanada foram muito elogiados, por outro, a criação do protagonista Cole Young e a ausência do torneio propriamente dito deixaram um gosto amargo nos fãs.
A sequência corrige o percurso eliminando Cole Young da história e escalando Karl Urban (The Boys) como Johnny Cage. Por incrível que pareça, o personagem não "rouba" a cena de forma egoísta; ele se integra organicamente ao elenco. Mortal Kombat 2 entrega lutas com riscos maiores, abandonando os embates aleatórios em "vazios dimensionais" para focar na estrutura do torneio e nas consequências políticas entre os reinos.
Embora o clássico de 1995 siga imbatível na memória afetiva, este novo capítulo carrega com dignidade o fardo de consertar as escolhas narrativas de seu antecessor. O fan service é de qualidade e a brutalidade inteligente é o ponto alto desta divertida continuação.
Ainda que seja assumidamente uma fantasia, o filme não tenta ser revolucionário; ele foca em sua principal virtude: o torneio. A dinâmica é coerente com os games: a cada round, lutadores são selecionados para as arenas enquanto os eventos de bastidores movem a trama. Se Johnny Cage é um protagonista de luxo, é Kitana quem ganha os holofotes, ancorando os eventos em Exoterra e expandindo a mitologia da franquia.
Tecnicamente, a obra entrega bons efeitos especiais, coreografias inspiradas e abraça o exagero característico dos videogames. Os fatalities são muito bem executados e o trabalho de maquiagem dá um show à parte, principalmente na representação dos Tarkatans e do fantástico Baraka. No fim, MK 2 entrega uma adaptação incrivelmente divertida, violenta e, acima de tudo, fiel ao espírito da franquia.
Hype: ⭐️⭐️⭐️ BOM 😁
#mortalkombat #mortalkombat2filme #mk #cinema #gamer
quarta-feira, 29 de abril de 2026
O DIABO VESTE PRADA 2 (2026) de David Frankel
O universo de O Diabo Veste Prada, estrelado por Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci, retorna 20 anos após o filme original que marcou uma geração e imortalizou uma das vilãs mais icônicas do cinema: Miranda Priestly (Meryl Streep), a poderosa editora da prestigiada revista Runway. Nesta sequência, acompanhamos a resistência de Miranda diante do declínio do jornalismo impresso e das transformações radicais da indústria da moda.
No clímax do longa, ela foca sua "visão" em um investidor, criticando a invasão da inteligência artificial no espaço midiático como uma afronta à "conquista humana". O Diabo Veste Prada 2 também toca em outro ponto sensível: a insegurança constante no mercado de trabalho. Abordar temas contemporâneos tão sérios é uma surpresa bem-vinda, especialmente porque a campanha publicitária sugeria uma obra bem mais superficial.
Embora cuidadosamente elaborada para evocar nostalgia, a sequência por vezes luta para revitalizar sua premissa e manter a coerência com o filme original. Miranda Priestly foi, de certa forma, "humanizada" ou "contida" pelas mudanças sociais das últimas duas décadas; agora, ela precisa policiar a própria linguagem em reuniões para não ofender a equipe e chega ao ponto de ter de pendurar o próprio casaco — em vez de simplesmente lançá-lo sobre a mesa de sua azarada assistente.
Essa atualização da protagonista foi bem executada, assim como o restante da produção. No geral, o quarteto principal está muito à vontade em seus papéis, ainda que a história possa parecer repetitiva em alguns trechos. No restante, o filme mantém a essência do original: uma excelente trilha sonora, participações especiais de luxo, figurinos práticos e elegantes, além de um humor bem dosado. A recompensa de revisitar esse universo é imensamente divertida e saborosa.
Nota: ⭐️⭐️⭐️⭐️ (MUITO BOM)
#thedevilwearsprada #odiabovesteprada #moda #cinema #style
quarta-feira, 22 de abril de 2026
MICHAEL (2026) de "Antoine Fuqua"
Emocionante e dedicado aos fãs! 🎤🎤🎤
Michael é um docudrama que traz a representação cinematográfica da vida e do legado de um dos artistas mais influentes da história. O filme oferece ao público um lugar na primeira fila para observar Michael Jackson como nunca antes. Apesar de um roteiro com escolhas narrativas cautelosas e limitações externas, a obra é uma cinebiografia imperdível, que explora momentos históricos do astro pop com uma performance incendiária de Jaafar Jackson (sobrinho de Michael e filho de Jermaine Jackson).
O roteirista John Logan (Skyfall) enfrenta o desafio ingrato de escrever sobre os anos de formação do cantor sem citar duas das figuras mais importantes de sua vida: sua irmã mais nova, Janet, e sua mentora de longa data, Diana Ross. Fica evidente que o filme foca na imagem de um artista que deseja assumir o controle da própria trajetória. Isso estabelece o conflito central entre Michael e seu pai, Joe (Colman Domingo), em atuação arrepiante, mas acaba negligenciando outros relacionamentos, sejam românticos ou platônicos, como a amizade com Brooke Shields.
O vazio deixado por essas lacunas é compensado pela entrega excepcional nos números musicais, certamente os momentos mais memoráveis da produção. Com figurinos estelares de Margie Rodgers e uma equipe de caracterização que captura com precisão as diversas fases do cantor, as cenas de shows são mágicas, transmitindo com perfeição a inegável presença de palco de Michael e o efeito hipnótico que ele causava nos fãs.
Como se não fosse difícil o suficiente condensar uma vida dessa magnitude em pouco mais de duas horas, Michael ainda precisa equilibrar-se na corda bamba entre a fidelidade biográfica e as obrigações contratuais. O projeto cobre apenas a primeira metade da vida do cantor e possui amarras que limitam a liberdade criativa dos realizadores.
Michael pode não ser uma cinebiografia perfeita em termos de profundidade documental, mas enche os olhos de quem algum dia se encantou com o astro. É um filme para apreciar um ícone que, no fundo, guardava a alma e o coração de uma criança.
Hype: ⭐️⭐️⭐️ BOM
terça-feira, 21 de abril de 2026
MALDIÇÃO DA MÚMIA (2026) de "Lee Cronin"
Maldição da Múmia, do diretor Lee Cronin, tenta devolver ao terror um ícone que, deliberadamente, foi transformado em herói de ação por Hollywood nas últimas décadas — seja na adorada franquia estrelada por Brendan Fraser ou no desastroso filme de 2017 com Tom Cruise (do "Dark Universe" da Universal). Embora não tente emular a atmosfera gótica do clássico de 1932 com Boris Karloff, Cronin arrisca ao entregar uma versão de terror puro e cru.
O resultado é uma experiência que remete a uma mistura de O Exorcista com Evil Dead: A Morte do Demônio. Para os fãs de gore, o filme é um prato cheio: violência gráfica abundante, momentos nojentos e uma agonia de tirar o fôlego. O ritmo só perde o fôlego quando o choque visual deixa de assustar para apenas incomodar; no fim, a obra cumpre seu papel como terror contemporâneo, mas peca pela falta de originalidade ao ser analisada mais a fundo.
Conhecemos então os Cannon: o repórter Charlie (Jack Reynor), a enfermeira grávida Larissa (Laia Costa) e seus filhos, Seb e Katie. Eles levam uma vida feliz no Cairo até que o desaparecimento de Katie destrói a estrutura familiar. Oito anos depois, agora vivendo em Albuquerque, Novo México, com uma filha mais nova, Maud (Billie Roy), e a avó Carmen (Verónica Falcón), o casal ainda é assombrado pelo trauma. O "milagre" surge com um telefonema da embaixada: Katie foi encontrada. Ela está viva, mas a notícia traz um novo horror: sua aparência agora é grotesca e sobrenatural.
Assistindo o filme em uma sala de cinema moderna, com tela gigante e um bom som, fica claro que Cronin não conhece limites na entrega da violência. O uso de efeitos práticos torna tudo implacável e palpável. Destaque para uma cena envolvendo um cortador de unhas — filmada em close-up, ela faz a plateia inteira se contorcer na poltrona. É um desconforto deliberado; Cronin quer que sua versão da Múmia seja a mais visualmente intensa possível. Se você busca um entretenimento perturbador e não tem estômago fraco, este filme é para você.
Hype: ⭐️⭐️⭐️ BOM
#maldiçãodamúmiafilme #mumia #themummy #leecronin #terror
quarta-feira, 8 de abril de 2026
RUAS DA GLÓRIA (2026) de "Felipe Sholl"
O Buraco da Glória! 😈
Ruas da Glória surge nesta nova fase do cinema LGBTQIAPN+ que explora o underground das metrópoles brasileiras e suas vivências. A obra remete a títulos interessantes, desde o gaúcho Tinta Bruta ao recente Baby, que trazem histórias de jovens gays inseridos em ambientes desconhecidos, em busca da própria identidade e do afeto que lhes foi negado muitas vezes ao longo da vida. Muitos homens gays, em algum momento, permitiram-se viver esse "submundo" das grandes cidades: os inferninhos com dark rooms, garotos de programa e os muitos perigos à espreita.
O filme é intenso, com cenas quentes entre os protagonistas, nu frontal e uma viagem a locais que, em um passado não muito distante, eram as únicas opções disponíveis para homens em busca de outros homens. Nesse quesito, o longa é realista e entrega um bom entretenimento. A história, contudo, escorrega um pouco na falta de novidade.
No longa, o jovem professor Gabriel (Caio Macedo) se muda para uma nova cidade enquanto lida com a perda da avó. Ao chegar, conhece Adriano (Alejandro Claveaux), um garoto de programa uruguaio com quem vive uma paixão arrebatadora que rapidamente se transforma em obsessão. Quando o envolvimento se rompe abruptamente pelo desaparecimento repentino de Adriano, Gabriel inicia uma jornada por experiências comuns no meio gay: a paixão obsessiva por alguém tóxico, as festas, o sexo fácil, as drogas e uma comunidade tentando acolher quem pouco a valoriza.
Apesar de ser um tema que costuma se repetir em produções LGBTQIAPN+, o filme transita bem entre suas subtramas, reforçando uma mensagem de esperança mesmo quando tudo parece perdido. Ruas da Glória transforma Gabriel em quase um mártir, alguém que se entrega às vivências sem temer as consequências.
O resultado, que poderia ser melancólico, ganha contornos diferentes graças a uma sensibilidade que revela que, embora a verdade nua e crua nem sempre seja dita claramente, sempre existem outros caminhos disponíveis.
Hype: ⭐️⭐️⭐️ (Bom)
#ruasdaglória #LGBTQIAPN #gay #homem #filme
sábado, 4 de abril de 2026
O DRAMA (2026) de "Kristoffer Borgli"
O novo filme da A24 entrega um contraste visceral entre a idealização do matrimônio e a fragilidade das conexões humanas. Protagonizado por Emma (Zendaya) e Charlie (Robert Pattinson), o longa acompanha um casal nos dias que antecedem o altar. O que deveria ser o ápice da celebração torna-se um ponto de ruptura quando a revelação de segredos profundos coloca a confiança mútua em xeque.
A partir desse conflito, o diretor explora as relações afetivas sob uma perspectiva desconfortável e autoral. Embora seja essencialmente um drama, a obra abraça elementos da comédia romântica e do suspense, provocando no espectador um estado de confusão emocional similar ao que os protagonistas vivem em tela.
A trama foca em Emma Harwood e Charlie Thompson, um casal aparentemente apaixonado nos preparativos finais para o casamento. No entanto, a semana sai completamente dos trilhos após uma dinâmica entre amigos: o que começa como uma brincadeira de confessar segredos termina em um "atentado" emocional. Quando Emma revela algo chocante, tudo o que Charlie acreditava saber sobre sua futura esposa desmorona.
Alerta de Gatilho: O público pode esperar uma narrativa desconfortável e visualmente impactante. O filme foge das convenções do gênero para explorar a paranoia e as fissuras da confiança. É um thriller que utiliza a estética limpa e sofisticada de um casamento de elite como pano de fundo para um desmoronamento moral e psicológico, potencializado pela produção visceral de Ari Aster.
O Drama é uma experiência quase sensorial. Durante a sessão de imprensa, as reações foram diversas e intensas; eu mesmo me senti profundamente abalado. Zendaya e Robert Pattinson se entregam em um filme com o selo A24, abordando temas delicados de forma dolorida e de certa forma inovadora. Um verdadeiro exercício cinematográfico.
⭐️⭐️⭐️ BOM
#odrama #thedrama #a24 #robertpattinson #zendaya
quarta-feira, 1 de abril de 2026
SUPER MARIO GALAXY - O FILME (2026) de "Aaron Hovarth" e outros
Mundos vibrantes, personagens memoráveis e risadas bobas. 💥💥💥
A franquia de Mario no cinema, com apenas um filme, já se tornou uma das mais lucrativas da era moderna. Super Mario Bros. O Filme (2023) detém a nona maior bilheteria da década, mesmo sem o pleno apoio da crítica especializada. Embora esta sequência pareça um sucesso garantido, nem sempre o caminho foi óbvio; esse estilo de animação ganhou força graças ao êxito de Um filme LEGO, que abriu portas para Mario, Sonic e Minecraft. O fenômeno provou que qualquer propriedade intelectual pode triunfar, desde que apresente um visual impecável e venha recheada de humor metalinguístico, vozes de celebridades e easter eggs para os fãs mais dedicados.
Super Mario Galaxy não busca a inovação. Ele até apresenta um enredo, embora seja essencialmente o mesmo do primeiro longa: os irmãos encanadores Mario e Luigi (dublados por Chris Pratt e Charlie Day) precisam salvar a princesa das garras de Bowser. É verdade que a princesa é outra (Rosalina, com a voz de Brie Larson) e o vilão também (Bowser Jr., interpretado por Benny Safdie), mas o fato é que a história é propositalmente simples. Os irmãos, acompanhados por personagens excêntricos, atravessam uma galáxia de planetas pequenos e peculiares no esforço de resgate.
Ainda assim, o filme é, em grande parte, encantador. Substancialmente baseado na série de jogos homônima, cujo último título foi lançado há 16 anos, o longa é repleto de referências obscuras e deliciosamente bizarras. Um dos destaques é a participação divertida de Star Fox (dublado por Glen Powell), o protagonista de uma clássica série da Nintendo que pouco tem a ver com o universo direto de Mario. Há acenos inteligentes a tudo, desde o Mario Bros. original até a estética de Paper Mario. Além disso, as renderizações em 3D de vilões originalmente fofinhos em 2D são cativantes. Um momento memorável é a cena em que a Princesa Peach (Anya Taylor-Joy) entra em um bar com estética Blade Runner, repleto de "monstruosidades" adoráveis.
No fim, é uma obra dedicada aos fãs e um entretenimento deliciosamente divertido.
⭐️⭐️⭐️ BOM
#supermario #supermariogalaxy #mario #nintendoswitch #cinema
segunda-feira, 30 de março de 2026
EXPOSIÇÃO - JOAQUÍN TORRES GARCIA - 150 ANOS
Performance “Fricções” abre exposição sobre Torres García no CCBB Brasília.
Marionetista Juliana Notari une dança, música e marionete em diálogo com o artista uruguaio, performance une marionete, dança e música em experiência interdisciplinar.
O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) Brasília recebe, a partir de 31 de março, a exposição Joaquín Torres García – 150 anos, com curadoria de Saulo di Tarso, em cartaz até 21 de junho. Como parte da programação de abertura, será apresentada a performance “Fricções”, criação da marionetista Juliana Notari, que combina marionete, dança e música em um campo de experimentação entre linguagens. A classificação é livre.
Juliana é uma marionetista cuja prática, na geração dela, é rara no Brasil. Com vivência em diversos países da América do Sul e da Europa, especialmente Espanha e Itália, ela apresenta e desenvolve regularmente seu trabalho junto a marionetistas internacionais. Estudiosa da obra de Torres García, sua performance ajuda a revelar a dimensão africana do artista. A performance conta, ainda, com a participação do dançarino Ivo Grieco e do músico Heri Brandino, que executa marimba e outros instrumentos de madeira. Inspirada no princípio de que o significado se constrói no atrito entre estruturas, a obra dialoga com o Construtivismo Universal de Torres García, destacando símbolos recorrentes como peixe, coração, sol e lua.
Segundo o curador Saulo di Tarso, a performance amplia a leitura da exposição ao aproximar o pensamento do artista de práticas contemporâneas. “Celebrar 150 anos de Torres García exige ampliar o percurso histórico e evidenciar como suas reflexões sobre arte e identidade latino-americana permanecem atuais”, afirma.
A exposição ficará em cartaz na Galeria 5 e Pavilhão de Vidro do CCBB Brasília (SCES Trecho 02, Lote 22, Edifício Tancredo Neves, Setor de Clubes Sul). Antes da performance, haverá visita mediada exclusiva para a imprensa, conduzida pelo curador, a partir das 16h do dia 31 de março.
Selecionada no Edital CCBB 2023-2025, viabilizada através da Lei Rouanet, a exposição é patrocinada pela BB Asset, organizada e produzida pela Cy Museum.
Serviço - Joaquín Torres García - 150 anos
Local: CCBB Brasília Endereço: SCES Trecho 02, Lote 22, Edifício Tancredo Neves - Setor de Clubes Sul – Galeria 5 e Pavilhão de Vidro
Data: de 31 de março a 21 de junho
Horário: Terça a domingo, das 9h às 21h (entrada até 20h40)
Classificação: livre Ingressos em www.bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB Brasília
Transporte gratuito de quinta a domingo, saindo da Biblioteca Nacional Gratuito
Programação de abertura
Local: CCBB Brasília Endereço: SCES Trecho 02, Lote 22, Edifício Tancredo Neves - Setor de Clubes Sul – Galeria 5 e Pavilhão de Vidro Data: de 31 de março - Visita mediada exclusiva para a imprensa, conduzida pelo curador Saulo di Tarso, a partir das 16h e performance “Fricções”, criação da marionetista Juliana Notari
Classificação: livre
Itinerância: CCBB Brasília (31 de março a 21 de junho de 2026) e CCBB BH (15 de julho a 12 de outubro de 2026).
Ficha técnica
Realização: Ministério da Cultura
Patrocínio: BB Asset Organização e Produção: Cy Museum Curadoria: Saulo di Tarso com a colaboração do Museo Torres García
Apoio Institucional: Museo Torres García Coordenação Geral: Cynthia Taboada Coordenação Editorial e Pesquisa: Helena Eilers, Andrea Sousa e Xênia Bergman. Projeto expográfico: Stella Tennenbaum bb.com.br/cultura instagram.com/ccbbbrasilia | facebook.com/ccbbbrasilia| tiktok.com/@ccbbcultura
sexta-feira, 27 de março de 2026
ELES VÃO TE MATAR (2026) "They Will Kill You" de "Kirill Sokolov"
Sangue e loucura! 🩸🩸🩸
A cada ano, o gênero terror e seus derivados recebem inúmeros títulos com abordagens variadas, transitando entre a originalidade e a previsibilidade. Eles Vão Te Matar situa-se nesse meio-termo. O longa traz o DNA de obras como Casamento Sangrento e outros expoentes do Terror Gore, provando como fórmulas consagradas podem ser bem reaproveitadas quando há espaço para o brilho autoral. Após o sucesso de títulos aclamados como A Substância, Pecadores e A Hora do Mal nas principais premiações do mundo, é nítido que o Terror conquistou uma visibilidade sem precedentes.
Eles Vão Te Matar reúne elementos que jogam a seu favor, a começar pela direção dinâmica de Kirill Sokolov e pelo elenco de peso. Além da excelente Zazie Beetz, a produção conta com rostos conhecidos como Heather Graham, Tom Felton e Patricia Arquette, que curiosamente, iniciou sua carreira no terror na franquia A Hora do Pesadelo.
Enquanto alguns filmes apenas flertam com o inesperado, outros o abraçam completamente como acontece em Eles Vão Te Matar, um delírio febril e sangrento movido por instinto e adrenalina. Na trama, membros de um culto desesperado buscam um sacrifício ritualístico em uma paisagem quase surreal. O alvo é Asia Reaves (Zazie Beetz), uma forasteira aparentemente solitária que eles acreditam ser a presa fácil.
O longa é indicado para quem já está habituado ao gore, com mortes criativas e cenas viscerais mas pode agradar que gosta de Kill Bill e Jonh Wick. Sokolov constrói a base da história sem grandes inovações, é um roteiro simples e, por vezes, excessivo nas explicações e utilizando um hotel amaldiçoado como cenário quase único. Contudo, o filme ganha pontos por não se levar a sério, entregando sequências hilárias e icônicas, como a saga de um olho decapitado caçando a protagonista.
No geral, temos uma trama compacta, personagens carismáticos e uma história insana sobre vingança e forças sobrenaturais. Tudo isso regado a muita violência e impacto, resultando no filme mais divertido do ano até o momento.
⭐️⭐️⭐️ LEGAL
#elesvãotematarfilme #theywillkillyou #cinema #terror #gore




















