Leviticus é mais um filme LGBTQIAPN+ que não chega aos cinemas brasileiros, ficando restrito às plataformas digitais. O terror ganhou hype no Festival de Sundance neste ano e, com o selo da NEON, era um dos lançamentos de terror mais aguardados da temporada. Na história, após um exorcismo destinado a "curar" sua homossexualidade, dois garotos suburbanos australianos são perseguidos por uma presença que assume a forma um do outro. O suspense psicológico é uma mistura de Corrente do Mal com Rivalidade Ardente.
A história de amor adolescente de Naim (Joe Bird) e Ryan (Stacy Clausen) ganha um rumo complicado pelo fato de os rapazes viverem em uma comunidade religiosa excepcionalmente repressiva. Logo descobrimos que a mãe solteira de Naim (Mia Wasikowska), devastada pela dor, levou o filho para a cidade para se juntar à paróquia cristã local, um grupo conservador, quase sectário, ao qual Ryan e sua família também pertencem. Fica claro que nesse mundo social fechado, a homossexualidade é considerada um pecado.
Em uma referência direta ao Livro de Levítico, o terceiro livro do Antigo Testamento, no qual rituais são realizados para restabelecer a "pureza" de pessoas consideradas impuras, os jovens são submetidos a um ritual conduzido por um pastor/curandeiro. Invocando noções de luxúria, desejo e indecência, os meninos passam por uma espécie de exorcismo. A partir daí, quem passa pela cerimônia de libertação passa a ser assombrado por uma ameaça metamorfa, invisível para todos, exceto para a vítima, tomando a forma da pessoa amada.
O filme ancora seu clima de terror em um sofrimento real e muito presente na comunidade LGBTQIAPN+: A aceitação por parte da família e meio social, o terror psicológico ganha ares realistas em um contexto adolescente. Leviticus, assim como outros filmes de terror independente deste ano (como Obsessão e Backrooms), mostra-se uma história sombria, divertida e com momentos genuinamente perturbadores.
Meu Hype: ⭐️⭐️⭐️⭐️ MUITO BOM



















