"Hope - O Primeiro Impacto" chega ao Brasil com status de blockbuster sul-coreano: orçamento milionário, exibição em Cannes e recorde de bilheteria em seu país de origem, gerando um enorme hype. Porém, a experiência na tela transforma o entusiasmo inicial em uma decepção devastadora, ao longo de suas exaustivas 2h40, o filme perde o rumo, não desenvolve seus personagens e a história se esvazia ao tentar inserir alívios cômicos e em explicitar a origem do misterioso ataque.
Tudo começa com uma vaca morta no meio da estrada. Isso já seria notícia de primeira página na pacata cidade portuária de Hope, cercada por minas terrestres e cartazes alertando sobre espiões. A situação ganha contornos estranhos quando caçadores percebem uma carcaça, arranhada por algo enorme. O autoritário chefe de polícia Bum-seok (Hwang Jung-min) que investiga o caso não demora para perceber que a ameaça é uma fera de proporções muito maiores.
A eufórica primeira hora de "Hope" entrega um elaborado jogo de esconde-esconde com cenas eletrizantes, onde a ameaça sempre escapa pouco antes da chegada de seu protagonista. Contudo, quando finalmente vemos a criatura aos 45 minutos de projeção, entendemos imediatamente por que ela foi escondida por tanto tempo e desejamos que tivesse continuado assim. São efeitos especiais bizarros que mesmo para um filme de porte médio como esse não convence. A segunda metade do filme não se conecta com a primeira e temos ainda as participações estranhas de Alicia Vinkander e Michael Fassbender.
Além de revelar criaturas espetacularmente genéricas e tirar todo encantamento da atmosfera de tensão, os efeitos visuais dão a credibilidade de um erro de videogame ao filme. O que tinha um potencial gigantesco termina com uma narrativa tediosa, sem personagens memoráveis e com um forte sentimento de frustração, mesmo com um começo avassalador e um enorme potencial em mãos.
Meu Hype: ⭐️⭐️ REGULAR
#hope #hopeprimeiroimpacto #filmecoreano #cinema #mubi





























