quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

ROB1N: INTELIGÊNCIA ASSASSINA (2025) de "Lawrence Fowler"


 Ruim até para uma Sessão Trash! 

   Rob1n é um filme de baixo orçamento que transita no estilo Trash — aquele "guilty pleasure" ideal para quem busca diversão descompromissada e efeitos propositalmente toscos. Trata-se de um terror pouco assustador e excessivamente "discreto", passando longe de clássicos desse subgênero como Mestre dos Brinquedos (Puppet Master). Com um elenco pouco inspirado, assistir ao filme é quase um exercício de esforço. 

​   A história acompanha um especialista em robótica que canaliza a dor da perda do filho na construção de Robin, um boneco totalmente funcional. Logo, uma série de eventos horríveis deixa claro que a criatura fará o que for preciso para ter seu criador apenas para si. A ideia de uma inteligência artificial moldada pela carência emocional carrega um potencial simbólico interessante, especialmente em tempos de relações mediadas por máquinas. O filme sugere que o perigo real não reside no robô, mas no desejo humano de controle absoluto sobre o afeto. Essa camada teórica, embora pouco aprofundada, impede que a experiência seja totalmente descartável, ainda que seja insuficiente para salvar a obra. 

   Rob1n falha por não possuir precisão estética ou senso de ameaça. O protagonista mecânico carece de personalidade e sua presença em tela é quase um vulto. As referências são evidentes: há ecos de M3GAN, lembranças de Chucky e até um flerte distante com o imaginário de Five Nights at Freddy’s, mas sem a eficácia dos filmes citados.

   Rob1n: Inteligência Assassina posiciona-se como um exercício de gênero que reconhece suas influências, mas raramente consegue dialogar com elas de igual para igual. É um filme sobre perda, posse e tecnologia que tropeça na sua forma, deixando a sensação de que poderia ter ido além se confiasse mais em sua premissa central do que em fórmulas desgastadas. 

⭐️ RUIM


#rob1n #robin #terror #trash #cinema

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