terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

VOCÊ SÓ PRECISA MATAR (2025) "All You Need Is Kill" de "Ken"ichirô Akimoto" e "Yukinori Nakamura"


 Um belo passatempo!


O anime "Você Só Precisa Matar" (All You Need Is Kill) apresenta uma história de loop temporal ricamente animada e emocionalmente impactante. Ainda que esse recurso seja um clichê amplamente utilizado, aqui ele se transforma em um implacável ciclo de morte e em uma jornada surpreendentemente esperançosa e comovente. O uso das cores é cativante, especialmente nos cenários e nos monstros alienígenas, apresentados de forma vibrante e chamativa, o que os torna esteticamente agradáveis. Além disso, nota-se uma singularidade no design de personagens: a estética humana difere drasticamente do padrão dos animes tradicionais. Isso ocorre porque o Studio 4°C, responsável pela obra, é conhecido por seu estilo visual peculiar, exemplificado em produções como Tekkonkinkreet e Mind Game (Jogo Mental). Só isso já vale o Hype.

​Se há algo a elogiar no Studio 4°C, é o fato de terem se mantido fiéis à sua abordagem artística em vez de optarem por algo mais "comercial", especialmente ao lidar com uma propriedade intelectual tão querida. Nesse sentido, o filme revela-se um passatempo gratificante, brilhando quando se transforma em uma explosão de cores e esplendor visual. O design e as cores ganham textura graças à decisão criativa de utilizar animação 3D na maior parte do tempo.

​O conceito de Rita (Ai Mikami) vivenciando um loop ao estilo "Feitiço do Tempo" possui um potencial narrativo vasto. O filme explora o impacto psicológico, existencial e angustiante desse fenômeno, ressaltando a solidão da protagonista que, além de Kenji (Natsuki Hanae), é a única a experienciar o ciclo. A trajetória de Rita é, em essência, uma jornada de amadurecimento, na qual ela utiliza o loop para se tornar mais forte e confiante.

Embora o roteiro brinque com essas ideias, a abordagem permanece um pouco superficial; a prioridade parece ser a criação de cenas de ação empolgantes. Essa escolha não é ruim por si só, ela só não se concretiza plenamente, pois Rita acaba sendo uma protagonista pouco desenvolvida e todo potencial da obra se esvazia muito rápido sem ter atingido seu máximo. Ainda assim é um bom passatempo.

⭐️⭐️⭐️ BOM



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