sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

O PRIMATA (2026) "Primate" de "Johannes Roberts"


 Suspense tenso e violento. 🙉🙊🙈

​   Com uma profusão de violência gráfica, O Primata entrega um slasher emocionante e visceral. O terror animal — ou "creature feature" — é um subgênero que utiliza predadores reais, mutantes ou monstros pré-históricos para escancarar a fragilidade humana perante a força bruta da natureza. Enquanto clássicos como Tubarão, Pânico no Lago e Anaconda exploram o medo em habitat selvagem, O Primata eleva ao absurdo ao transformar a premissa de um chimpanzé raivoso dizimando um retiro familiar. O mero "prazer culposo" em ver esse massacre não é tarefa fácil, mas o diretor Johannes Roberts (Medo Profundo) o faz com engenhosidade surpreendente. 

  ​O filme abraça uma abordagem deliberadamente sangrenta e cheia de hype, combinando tensão sufocante, humor negro e um respeito evidente pelas convenções do gênero, lembra os filmes que passavam no clássico Cine Trash da Band na década de 90, até a trilha sonora ajuda nesse sentimento nostálgico. 

   Desde o início, Roberts nos lança de cabeça em um universo onde o chimpanzé Ben — interpretado com uma mistura magnética de carisma em ameaça por Miguel Torres Umba — torna-se a personificação animal do vilão clássico. A escolha fundamental por efeitos práticos em vez de CGI confere um toque nostálgico aos anos 80 e 90, garantindo à criatura uma presença física palpável que torna o perigo muito mais real do que qualquer artifício digital. 

​  O Primata equilibra o grotesco e o aterrorizante com autoconsciência. Não há pretensão de profundidade filosófica; o objetivo é o entretenimento visceral que celebra o excesso. Cada morte engenhosamente concebida busca extrair não apenas o grito, mas a risada nervosa do espectador. Sem tentar reinventar a roda, o longa se desenrola em um ritmo alucinante — uma montanha-russa brutal, original e banhada em sangue. 

​⭐️⭐️⭐️ MUITO BOM


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