Emma Thompson mergulha de cabeça no universo da ação com O Frio da Morte, um thriller gelado que, apesar da intensa carga dramática, cumpre seu papel como uma vitrine tensa para sua estrela. O hype do filme é Thompson, uma atriz com um histórico de atuações dramáticas se entregando em uma atuação estelar como uma heroína improvável em luto, o que acaba evidenciando, por contraste, a fragilidade de seus antagonistas ou seu talento pela ação.
Minnesota surge como uma paisagem implacavelmente sombria no inverno. Para Barb (Thompson), no entanto, o local é repleto de memórias preciosas: seus lagos congelados foram o cenário do primeiro encontro com o falecido marido, no início dos anos 80. Recém-viúva, Barb decide espalhar as cinzas do parceiro no Lago Hilda. Mas, com a piora das condições climáticas, ela busca abrigo em uma cabana local e percebe que algo está errado. A curiosidade a domina e logo ela se vê envolvida em uma trama de tráfico de órgãos digna de um filme dos irmãos Coen.
O Frio da Morte é, na verdade, a união de dois filmes distintos competindo entre si. A urgência da fuga se entrelaça à forma como Barb processa sua perda, resultando em algo profundamente comovente. Thompson eleva o material com uma atuação sincera e tocante. Com uma narrativa concisa, o longa é a escolha certeira para uma sessão de cinema em um dia chuvoso, sem margem para arrependimentos.
Emma Thompson tem esse "superpoder": ela consegue transformar uma premissa que poderia ser um suspense genérico de Supercine em algo com peso emocional real. Vale muito ver.
⭐️⭐️⭐️ BOM
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