Zumbis Coreanos! 🧟♂️🧟♂️🧟♂️
O filme Zona Zero (ou Colony) finalmente chega aos cinemas brasileiros após meses de ter ficado disponível em meios alternativos, e digo: este é um filme para ser visto na tela grande. O DNA dos filmes de zumbi coreanos já nos entregou o épico Invasão Zumbi (Train to Busan, 2016), e Zona Zero carrega essa mesma atmosfera, ritmo frenético, zumbis agressivos e o mesmo diretor, Yeon Sang-ho.
Ele retorna a um cenário mais realista e a um espaço relativamente confinado após Invasão Zumbi 2: Península (2020), e essa escolha fez muito bem a Yeon visualmente. No entanto, os personagens e a premissa básica de Zona Zero são bastante clichês desta vez, você já viu quase tudo isso antes. O que torna o filme realmente divertido é a sua subversão da fórmula tradicional: os mortos-vivos aqui possuem uma mente coletiva e podem ser controlados pelo vilão do filme, Seo (Koo Kyo-hwan).
As cenas de ação de Zona Zero se expandem a partir dessa revelação inicial, trazendo tanto momentos genuinamente perturbadores (como um grupo de zumbis imitando os movimentos físicos dos sobreviventes que estão perseguindo) quanto sustos empolgantes e eufóricos, à medida que os personagens descobrem novas maneiras de usar a mente coletiva das criaturas contra elas e seu controlador. É importante ressaltar que Yeon tira o máximo proveito do cenário: sua câmera se move com uma fluidez atraente por um espaço que gradualmente fica completamente coberto de vômito de monstro, assim como os atores, tudo é divertidamente grotesco.
Portanto, embora o desenvolvimento dos personagens e a trajetória narrativa de Zona Zero nunca sigam rumos inesperados, a estrutura bem executada se mostra realmente convincente. A aplicação do artifício central ajuda o filme a transcender sua familiaridade básica e parecer relativamente original. Isso não é pouca coisa em nosso atual cenário de entretenimento, saturado de produções sobre zumbis. A recompensa divertida dessa jornada já vale o ingresso.
Meu Hype: ⭐️⭐️⭐️⭐️ (MUITO BOM)
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