quarta-feira, 10 de junho de 2026

DIA D (2026) de Steven Spielberg


 Nasce um novo clássico de Spielberg! 👽👽👽


​    Steven Spielberg dispensa apresentações. Seu nome é sinônimo da história do cinema desde sua estreia em 1971, e até hoje ele continua brilhante na compreensão da sétima arte como um espetáculo que vai muito além dos efeitos especiais. Em Dia D o diretor examina temas complexos como fé, obsessão, comunicação, transcendência e o lugar da humanidade no universo. 

​   Embora a história seja repleta de explicações, o roteirista David Koepp encontra maneiras elegantes de transmitir grandes quantidades de informação. Dia D  entrega emoção, suspense, perigo, ousadia e o coração pulsante de uma história bastante sensível. A grande questão do filme é o motivo de os alienígenas estarem aqui, e isso é respondido de forma satisfatória por meio de uma narrativa que, em última análise, é sobre a compreensão de um mundo cada vez mais dividido. 

   Não é difícil extrapolar a ideia de alienígenas vivendo entre nós para a nossa própria atualidade. Em certo momento, dois personagens debatem "valores" de uma forma que parece saída diretamente de programas de debate político. Para Spielberg, no entanto, esse não é um embate a ser travado. Empatia, ciência e fé, juntas, devem enriquecer nossas vidas, e não nos dividir, por mais que outras forças desejem o contrário. 

   Merece destaque também a atuação de Emily Blunt como uma mulher que recebeu um dom para o qual não está preparada. Seu poder reside em enxergar profundamente o coração das pessoas e a bondade que habita em cada um de nós. Blunt tem uma maneira única de nos desarmar e nos ensinar ao mesmo tempo: ela é engraçada, forte e apaixonada, e o filme simplesmente não funcionaria sem ela. 

    Spielberg já nos presenteou com grandes blockbusters antes, mas Dia D é um espetáculo essencialmente humano, é a humanidade que nos impede de recorrer à destruição e à violência física. É a empatia que nos faz ouvir, nos conecta e nos aproxima. No fim, fica a certeza de que Spielberg acredita na vida em outros mundos e nos entrega o filme evento para o dia da revelação. 

 Meu Hype: ⭐️⭐️⭐️⭐️ ÓTIMO 



#disclosureday #diad #spielberg #scifi #alien

BACKROOMS - UM NÃO LUGAR (2026) de Kane Parsons

 


Um pesadelo imersivo! 🚪🚪🚪

​    Sabe aqueles filmes que se tornam clássicos instantâneos? Backrooms: Um Não-Lugar tem essa aura. Após assisti-lo, considero que seu impacto nesta nova geração seja próximo ao que foi o fenômeno de A Bruxa de Blair no final dos anos 90. Tudo isso acontece de forma quase orgânica; o filme não tem a prepotência de se forçar como cult, mas tudo se encaixa para que ele atinja esse status.

   Quando uma obra de terror consegue transformar o medo em imersão e torna a experiência crível, real e palpável, fica claro que seu objetivo foi alcançado: o espectador não sai o mesmo após a sessão. O diretor Kane Parsons explora meticulosamente o conceito para criar o horror liminar definitivo, expandindo sua série de vídeos virais do YouTube baseada na infame creepypasta homônima da internet. 

    O longa nos imerge perfeitamente em uma dimensão alternativa de escritórios labirínticos e assustadoramente vazios. À medida que seus loops desconcertantes surgem, com uma arquitetura contorcida em tons de sépia e móveis com falhas que se sobrepõem lentamente, o filme se manifesta como um banquete abstrato de design de som, visual e de produção.

    Sem ser prejudicado por uma ocasional propensão a sustos mais tradicionais e seguros, o que, ironicamente, ressalta a originalidade do conjunto, temos a ambientação anos 90 na história de Clark (Chiwetel Ejiofor) e a Dra. Mary Kline (Renate Reinsve) que atravessam a parede de uma loja para uma dimensão alternativa definida por um labirinto surreal e aparentemente infinito de escritórios vazios.

    Aliado a uma trilha sonora fantasmagórica que evoca Silent Hill, com sons industriais distorcidos e zumbidos eletrônicos ásperos, o filme entrega uma experiência fascinante por seus espaços liminares literais quanto pelos implacáveis espaços mentais. Embora o recurso de filmagem estilo "found footage" já esteja um pouco saturado no terror e o final se torne ligeiramente anticlimático, certamente pode-se dizer que Kane Parsons é uma uma nova e empolgante voz no cinema de gênero, e que Backrooms tem força para se tornar uma grande franquia.

Meu hype: ​⭐️⭐️⭐️⭐️ MUITO BOM


#backrooms #lançamento #terror #cinema #arquitetura