terça-feira, 20 de outubro de 2026

Crítica: TRÊS HORAS PARA VIVER (Runner) de "Scott Waugh"


 Aquele filme de ação de sempre! 💥💥💥

    Três Horas para Viver, estrelado por Alan Ritchson, é a mais recente tentativa da Angel (antiga Angel Studios) de se consolidar no mercado de entretenimento convencional. Famosa por focar em conteúdos que celebram valores positivos, esperança, fé e produções voltadas para a família, a distribuidora parece ter deixado de lado suas diretrizes habituais neste projeto. O longa de ação, recheado de toques de comédia, acompanha um entregador com "habilidades especiais" que precisa eliminar dezenas de bandidos em Brisbane, na Austrália, o que poderia ser uma jornada repleta de lições morais acaba se tornando uma perseguição divertida e extremamente violenta, uma escolha surpreendente vinda do selo Angel.

​     No elenco, o grandalhão Ritchson, astro da série Reacher, encarna perfeitamente o tipo de herói brutamontes das telas: aquele que espanca vilões, quebra ossos, lesiona espinhas e desloca órgãos sem hesitar. Ritchson vive Hank, um entregador e motorista faz-tudo que carrega o passado de ex-fuzileiro naval e alcoólatra em recuperação. Sua missão final do dia é transportar Ben (Owen Wilson), que carrega um fígado em uma caixa térmica de alta segurança com destino a uma criança no outro lado da cidade.

    A premissa soar improvável é o de menos. A situação escala rapidamente quando os vilões de um "cartel", liderados por Damien (interpretado pelo brasileiro Rodrigo Santoro), decidem interceptar o órgão, dando início a uma caçada feroz pelas ruas e pela orla da cidade. O caminho é pavimentado por trocas de tiros, engavetamentos de carros, caminhões e ônibus, acumulando uma carnificina e danos colaterais impressionantes. O roteiro oscila constantemente entre o ridículo e o risível, sem oferecer grandes surpresas. 

     No fim das contas, Três Horas para Viver se sustenta pelas maneiras inventivas e cômicas com que Ritchson se livra dos capangas ao longo do percurso. O clímax reúne praticamente todos os clichês de combate corpo a corpo da história do gênero, mesmo previsível e apelando para um melodrama forçado em seu epílogo, o filme entrega um bom entretenimento passageiro. 

​Meu Hype: ⭐️⭐️⭐️ BOM

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