Uma epopeia emocionante que atinge o nível criativo e a riqueza emocional sombria pelos quais o estúdio de animação Laika é conhecido e ainda eleva o padrão do que pode ser alcançado na animação stop-motion. Obras como Coraline (2009) e Kubo e as Cordas Mágicas (2016) transportaram o público para mundos visualmente deslumbrantes sem jamais abrir mão de narrativas envolventes e instigantes. O Bosque Selvagem, o mais recente filme da Laika e de Travis Knight, que também dirigiu Kubo, dá continuidade a essa tradição com uma história onde o verdadeiro heroísmo muitas vezes é conquistado com sacrifício.
A saga começa quando a adolescente Prue McKeel, moradora de Portland, desobedece aos pais ao levar seu irmãozinho, Mac, para fora de casa. Durante o passeio, um bando de corvos sequestra o bebê e o leva para a Floresta Impassável, um lugar misterioso onde nenhum humano jamais conseguiu entrar. Sem saber que a magia corre em suas veias, Prue e seu irritante colega de classe, Curtis, embarcam em uma jornada rumo a essa estranha sociedade onde humanos e animais falantes coexistem.
Em O Bosque Selvagem, o preço da bravura é a perda da única coisa que jamais poderá ser substituída: a inocência da juventude. Adaptado do romance homônimo de Colin Meloy (com ilustrações de Carson Ellis), o filme é uma aventura fantástica ambientada em uma terra mística e cheia de camadas, um reino que parece desconhecido, mas que espelha os conflitos, interesses e divisões iguais ao do nosso mundo.
Enquanto a dura realidade despedaça a visão idealizada que os adolescentes têm da vida, a história preenche seus quadros com esperança e resiliência. O Bosque Selvagem é uma conquista técnica maravilhosa e de forte impacto emocional, que reafirma o valor de uma fantasia bem elaborada e deslumbra o espectador com sua técnica inovadora e meticulosa em stop-motion além de uma aventura emocionante.
Meu Hype: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️ HYPE
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