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quarta-feira, 20 de abril de 2022

BONECA RUSSA (Segunda Temporada) de "Amy Poehler e "Natasha Lyonne"


A SEGUNDA AVENTURA DE NADIA - Um loop temporal consecutivo, uma personagem excêntrica e fora da caixinha além de uma trilha sonora cool e piadas certeiras, tais elementos fizeram de Boneca Russa (Russian Doll) um sucesso improvável no catálogo da Netflix e obviamente acaba de ganhar continuidade com uma nova fórmula e preservando os elementos que funcionaram bem aliado a novas regras. A experiência de ambas as temporadas um e dois de Boneca Russa não poderia ser a mesma sem a estrela da série e co-criadora Natasha Lyonne. A maneira como Nadia reagiu à morte repetidas vezes era divertida o suficiente por si só. A segunda temporada é sobre ela lutando para entender sua existência. Ao embarcar no trem 6, ela se assusta ao encontrar as portas abertas em 1982 no East Village, onde tem a chance de conhecer sua mãe (Chloë Sevigny). Alan (Charlie Barnett), que passou por uma experiência semelhante de loop temporal na primeira temporada, também é transportado para sua própria história a cada viagem de metrô. A diferença crucial aqui é que, toda vez que eles voltam ao trem, eles podem voltar para casa e fazer a escolha de voltar ao trem novamente. Visitar o passado não seria interessante o suficiente por si só, e então, naturalmente, esses personagens são compelidos a agir para tentar influenciar eventos que antecederam seus próprios nascimentos. Assistir a esse processo se torna fascinante, especialmente porque a compreensão de como esse poder inexplicável funciona é baseada principalmente nos filmes que eles viram. Há amplo espaço para a loucura e o drama sincero, que são bem equilibrados, assim como a sensação de fatalidade que é gradualmente introduzida à medida que o sarcasmo incessante de Nadia se mostra insuficiente para enfrentar todas as situações e torná-lo vividamente interessante e envolvente com as pessoas certas no centro da história. É um passeio deliciosamente selvagem cujo os obstáculos dramáticos valem tanto quanto seus segmentos mais suaves. FORA DA CAIXINHA 🗯

👉 Temporada 2 (Season 2)

📺 Disponível na Netflix 

👀 São 7 episódios de 30 min.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

EUPHORIA - Segunda Temporada (Season 2)


EUFÓRICO 💥 Intencionalmente provocante, os novos episódios do seriado de sucesso da HBO/A24 conseguem mobilizar uma nova geração com elementos saborosos ainda que não seja para todos os gostos. Por mais que sejamos rápidos em celebrar atores experientes que impressionam infalivelmente em todos os papéis, às vezes deixamos de reconhecer adequadamente o novo grupo de talentos que se junta à indústria, especialmente aqueles que estão tão maduros em potencial. A atuação de Zendaya na segunda temporada de Euphoria organiza esse descuido. A ex-estrela da Disney não apenas surpreende, mas seu desempenho é uma confirmação sólida de que o futuro da indústria está em boas mãos. Podemos também apenas parar por um segundo e simplesmente apreciar as proezas de Zendaya como Rue Bennett, uma adolescente viciada em drogas tentando entender a dor da perda e da vida enquanto, ao mesmo tempo, está confiante em sua sexualidade. Tudo ganha contorno como um batismo de fogo no mundo da adolescência. Em meio a essa jornada de Rue, vários personagens estão às voltas com inúmeras lutas também, relacionamentos flácidos, desejos proibidos, lutas mentais e falta de confiança para simplesmente tentar sobreviver a uma situação ruim. Entre os destaques da temporada, difícil não enaltecer os inúmeros atos musicais que a produção proporciona, afinal, qual série seria capaz de viralizar um hino atemporal de Sinead O'Connor em um dos momentos mais emocionantes da TV em 2022 ou simplesmente resgatar para nova geração Bonnie Tyler e também exaltar o talento de Labrinth. Dentre os episódios todos possuem destaques além do maior ato dessa temporada, o episódio (05) "Stand Still Like The Hummingbird", digno de prêmio. Euphoria prega as nuances da vida adolescente com uma irreverência subjugada por regras ou normas sociais, é livre porém consciente e provocativa. Ela suprime suas emoções e atraí de forma viciante. 

                                                                    👀 8 Episódios no HBO MAX 

 🏅 Hype: ÓTIMO

domingo, 28 de junho de 2020

COM AMOR, VICTOR (2020) - "Love, Victor"


Sequência do filme de sucesso "Com amor Simon" vira série pela hulu e transborda carisma e sensibilidade com a causa LGBT+. 

     O seriado aborda a vida dos estudantes em Creekwood depois que Simon encontrou seu primeiro amor no filme e se assumiu gay. Apesar de se passar no mesmo universo do longa "Com Amor, Simon"(2018), não se trata exatamente de uma continuação mas sim de um derivado. O filme da Fox foi um dos pioneiros em romper padrões da indústria cinematográfica, onde um romance gay recebeu investimentos de um grande estúdio e ganhou lançamento em grande circuito sem se limitar a nichos. O mais importante da produção foi ganhar a simpatia "Gay Friendly" com adesão importante do público em geral que gosta de um bom romance. Após o filme de 2018 observa-se um interesse bem maior em produzir uma história gay ou representar os problemas reais de uma parcela da sociedade que geralmente não se vê com muita facilidade na cultura de massa. Com a venda da Fox para a Disney e o surgimento do Disney+, o estúdio decidiu realizar a série inspirada no filme mas optou por lançar no streaming Hulu por questões estratégicas de conteúdo. O resultado é empolgante, a humanidade e seriedade ao contar uma história gay, que não se limita ao mundo gay, também é uma aula de como os LGBT se tornaram uma comunidade que acolhe e muitas vezes se torna a opção mais segura em momentos delicados. 


  Desta vez acompanhamos Victor Salazar (Michael Cimino), ele vive sua própria jornada de auto descoberta, enfrentando desafios em casa, se adaptando a uma nova cidade e descobrindo mais sobre si mesmo e sua sexualidade enquanto tenta se encaixar na nova escola. Embora a história de Simon seja uma inspiração ao rapaz, Victor percebe que nem todos estão sendo honestos consigo mesmos e suas escolhas e vontades ficam cada vez mais complexas. A produção traz questões importantes para os jovens que estão naquela fase da autodescoberta, enfrentando seus conflitos em casa, na escola e, principalmente, os seus internos. Victor tem uma lista de barreiras e preconceitos que ele precisará quebrar antes de poder ser honesto com sua sexualidade. Na série de 10 episódios de aproximadamente 30 minutos, criaram um ambiente limpo e polido para a série, esse talvez seja o único ruído da produção, os adolescentes demonstram maturidade e realizações que fazem cada personagem se sentir vivido e inteligente. Essa utopia de pessoas e ambientes quase perfeitos é desfeita com o crescimento da temporada no sétimo episódio "What Happens in Willacooche...", o potencial da história ganha um contorno bem amarrado e os personagens se tornam mais críveis também, o elenco cresce junto em atuação. 


   Ainda que cada cenário de vida seja bastante pessoal, a série tem um texto coeso que envolve o espectador ficando cada vez mais intenso com o passar dos episódios e as nuances dos personagens mais evidentes com um tom agradável. É muito fácil se identificar com as divertidas e também dramáticas situações. Graças a histórias como a de Simon e Victor, pessoas conseguem aliviar o peso de uma sociedade que nem sempre sabe lidar com questões de pluralidade. Histórias como essas podem ter um papel educacional importante para que jovens explorem sua sexualidade com naturalidade. Com uma abordagem jovem e sincera, a conexão com o personagem acontece naturalmente, com ambições modestas e ainda assim admirável. Destaque para a trilha sonora que se encaixa muito bem com as cenas. Certamente haverá uma segunda temporada, o gancho final é sensacional. ENCANTADOR


Infelizmente, a série ainda não tem uma estreia confirmada no Brasil. No entanto, há chances dela chegar por aqui através do Amazon Prime Video que firmou parceria com o Hulu para o lançamento de algumas atrações no Brasil. O filme e a série são inspiradas no livro juvenil "Simon vs. A Agenda Homo Sapiens", best-seller da autora Becky Albertalli lançado no Brasil pela editora Intrinsica

Hype: ÓTIMO - Nota: 8,5