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quarta-feira, 3 de abril de 2024

UMA FAMÍLIA FELIZ (2023) de José Eduardo Belmonte

 


         👨👩👧👦 Os dramas da maternidade e das pressões sociais 👩👧👦

   Uma família feliz é um thriller psicológico ou um suspense dramático com doses homeopáticas de tensão, o filme do experiente diretor José Eduardo Belmonte foi gravado em Curitiba e tem como protagonistas duas estrelas do audiovisual brasileiro, Grazi Massafera e Reynaldo Gianecchini. Eles desbravam as tensões das relações familiares e do mundo de aparências de um condomínio perfeito, em uma trama sobre infância e maternidade.

   Eva (Grazi) acabou de dar à luz o seu terceiro filho e se depara com a angústia de uma depressão pós-parto em meio a uma vida burguesa supostamente perfeita. O ar tranquilo de sua família feliz é invadido por acontecimentos estranhos quando suas filhas gêmeas aparecem machucadas. Eva é acusada e retaliada pela comunidade. Isolada e questionada por seu próprio marido, ela precisa superar sua fragilidade para provar sua inocência e reestruturar sua família.

   A história original e o roteiro do longa são do escritor Raphael Montes (“Bom Dia, Verônica”), que também estreia como diretor-assistente. O argumento também deu origem ao livro homônimo, já disponível nas livrarias. O filme é 15º longa-metragem dirigido por José Eduardo Belmonte, diretor que tem uma história construída em Brasília no início dos anos 2000, inclusive, era comum seus filmes serem exibidos no Festival de Brasília, sempre com produções muito ousadas, como “A Concepção” (2005) que continua como um dos mais interessantes de sua filmografia.

   O que tinha de diferencial no diretor em suas produções se tornou seu principal pecado ao lidar com o comum, a limpeza da sociedade era questionada e destruída por uma cena underground vibrante e corajosa, Uma família feliz é o oposto disso, muito polido e sem qualquer frescor social, os temas são tratados de forma superficial e se salva pelo suspense bem construído e uma Grazi Massafera em boa atuação, mas é pouco brilho e muito potencial. 

   O filme é uma boa produção que se perde durante sua condução que transita no lugar comum e não se sustenta de forma efetiva no seu mistério, perde potencial em se concentrar nos clichês do drama de sua protagonista, entregando algo próximo de um folhetim da TV e se afastando do cinema.


⭐️⭐️ REGULAR

👀 O filme estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 4 de abril.


segunda-feira, 26 de outubro de 2020

BORAT - FITA DE CINEMA SEGUINTE (2020) - "Borat - Subsequent Moviefilm" de "Jason Woliner"


 "Personagem cômico de Sacha Baron Cohen volta 14 anos depois e continua afiado para expor os aspectos mais equivocados da "nova" política que lidera os EUA."

    O longa foi filmado secretamente antes e durante a quarentena e conta a sequência da história do icônico jornalista do Cazaquistão Borat, que foi um grande sucesso em 2006 e agora surge sem passar pelos cinemas, direto no Amazon Prime VideoSacha Baron Cohen volta afiado como nunca, agora com um desafio enorme, superar uma realidade ainda mais bizarra que o universo apresentado no filme anterior, a continuação em grande parte faz jus ao original, enquanto na verdade surpreende os telespectadores com sua ternura além de uma recém-chegada personagem que rouba a cena ao interpretar a filha de Borat, a novata atriz Maria Bakalova, uma descoberta fantástica que substitui a ausência do icônico personagem Azamat (Ken Davitian). O filme é aplicado de forma mais intencional e seletiva com uma tendência política partidária ausente da ofensiva generalizada do filme original, ainda assim com momentos importantes, cativantes, hilários e com um extremo choque de realidade.


     Na trama, devido aos acontecimentos do filme anterior, 
o Cazaquistão se sente humilhado fazendo com que o jornalista Borat Sagdiyev seja preso em um gulag (espécie de prisão) pelo resto da vida. Quatorze anos depois, o primeiro-ministro Nursultan Nazarbayev o liberta, com a missão de entregar o Ministro da Cultura do Cazaquistão, Johnny, o Macaco, ao presidente Donald Trump, em uma tentativa de redimir a nação. Incapaz de chegar perto de Trump após defecar no paisagismo do "Trump International Hotel and Tower" no filme anterior, Borat opta por dar o macaco ao vice-presidente Mike Pence . Antes de partir, ele descobre que seu vizinho roubou sua família e sua casa, e que ele tem uma filha de quinze anos, Tutar, que mora em seu celeiro. Borat e sua filha Tutar vão a América para honrar seu país em uma complicada missão para agradar o novo governo americano e melhorar as relações entre os países. O filme é uma comédia em estilo "Mockumentary" um tipo de filme que retrata eventos fictícios mas apresentado como um documentário, porém no caso de Borat também misturado com cenas reais.


     Ofensivo, frequentemente chocante e em alguns momentos de tirar o fôlego, para os fãs do primeiro filme é uma experiência sensacional. Para qualquer outra pessoa é necessário um pouco mais de atenção. Existem alguns momentos de constrangimento e humor rude que são aliviados pela construção da história e devem ser questionados pela gravidade de como a sociedade os utiliza na vida real e também analisados como uma paródia. Questionar como chegamos até esse momento é o melhor que se deve fazer e o retorno de Borat se faz bastante necessário para elucidar como deixamos de evoluir. A verdade desanimadora dessa sequência é que as partes encenadas do filme não podem competir com nossa terrível realidade, o tema é tão universal que mesmo focando nos EUA pode se enquadrar em qualquer outro lugar no mundo, inclusive o Brasil. O final do filme é de cair o queixo em um terceiro ato que você precisa ver para acreditar. Quando uma ficção se mistura gravemente com a realidade, com uma repercussão absurda que tenta diminuir a obra sem argumentos,  Borat consegue arrancar momentos divertidos de assuntos delicados com bastante fôlego. SEQUÊNCIA DIGNA.


Onde ver: Amazon Prime Video (Exclusivo do Streaming)

Hype: ÓTIMO - (Nota: 8,0