sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

"Hurry Up Tomorrow" de THE WEEKND

                                      



🎧 Faixa a Faixa:

1. Wake Up (ft. Justice) - A faixa que abre o álbum é musicalmente agradável, começa leve e tem uma pegada meio Thriller do Michael Jackson.
2. Cry For Me - Já mostra a influência do funk brasileiro que The Weeknd abraçou e transformou em algo pop.
3. I Can't Fucking Sing - Transição
4. São Paulo (ft. Anitta) - Tem balanço e energia ainda que não seja musicalmente elegante como deveria e sua duração longa.
5. Untill We"re Skin & Bones - Transição
6. Baptized in Fear - O início da parte mais R&B do álbum com transição impecável.
7. Open Hearts - Dançante, o artista entrega sua influência eletrônica.
8- Opening Night - Uma curtinha transição.
9- Reflections Laughing (ft.Florence & The Machine e Travis Scott) - Uma faixa melódica e "teatral" com as as principais características musicais do cantor.
10 - Enjoy The Show (ft. Future) - Uma faixa bem rica de vocal, um hip hop refinado e na medida.
11 - Given Up On Me - O "arroz com feijão" que o cantor sabe entregar bem. A virada não me agrada.
12 - I Can"t Wait To Get There - O cantor explora seu lirismo de forma impecável.
13 - Timeless (ft. Playboy Carti) - Já nasce HIT, a prova que o R&B pode funcionar com roupagem moderna.
14 - Niagara Falls - Uma faixa deliciosamente dançante e melódica na medida certa.
15 - Take Me Back To LA - É uma faixa simples com pegada eletrônica que cresce a cada audição.
16 - Big Sleep (ft. Giorgio Moroder) - Me agrada muito a pegada sombria da melodia.
17 - Give Me Mercy - Não me atraiu como deveria, parece uma música aleatória para preencher o álbum.
18 - Drive - A prova que o cantor sabe equilibrar vocal e efeitos sonoros sem parecer repetitivo.
19 - The Abyss (ft. Lana Del Rey) - O "Dream Pop" na sua melhor forma. Uma das minhas faixas favoritas.
20 - Red Terror - Aquela faixa que conversa muito com os anos 80 e a New Wave.
21 - Without a Warning - Deve ter um dedo de Daft Punk aqui. Gostosinha.
22 - Hurry up Tomorrow - O encerramento só qualifica o cantor como um dos maiores e mais criativos da sua geração, faixa simples e afetuosa.

MUITO BOM 🖤




quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

KASA BRANCA de Luciano Vidigal

Um olhar poético sobre a periferia e a quebra de estereótipos masculinos.


Inspirado em uma história real, KASA BRANCA acompanha Dé (Big Jaum), morador da periferia de Chatuba, que passa a viver com sua avó Dona Almerinda (Teca Pereira), diagnosticada com Alzheimer e com pouco tempo de vida. Dé, ao lado de seus dois amigos inseparáveis Adrianim (Diego Francisco) e Martins (Ramon Francisco), tentam aproveitar a convivência com a avó da melhor forma antes que ela perca totalmente sua consciência. Essa amizade entre eles transborda sensibilidade em diversas camadas, seja no drama pessoal de Dé ou na vivência de uma juventude que muitas vezes possuem uma realidade cheia de amarras devido às desigualdades sociais.

Com roteiro e direção de Luciano Vidigal, que já coleciona créditos como diretor de longas como “5x Favela: Agora por Nós Mesmos” e o documentário “Cidade de Deus: 10 Anos Depois”, todos em parceria com outros cineastas. Kasa Branca é sua estreia na direção solo, o filme se constrói com um roteiro que não se apega ao melodrama, a jornada dos rapazes é sensível e honesta, quase uma poesia sobre o sentimento de empatia com a jornada de cada um. Isso ofusca um pouco os coadjuvantes, alguns bem interessantes que poderiam ter mais espaço, mas nada que tire o brilho desses personagens.

O filme acerta ao mostrar que é normal e saudável para os homens expressarem suas emoções. Em um país como o Brasil onde ligamos o noticiário e presenciamos cada vez mais feminicídios, os padrões de masculinidade impedem os homens de expressarem seus sentimentos sem culpa e isso pode representar um gatilho para o retrocesso da aceitação da diversidade e da liberdade de expressão nas suas variadas formas. Kasa Branca causa um impacto emocional agradável e expõe com positividade a busca da construção de uma sociedade mais igualitária e compreensiva. O filme mostra que ser vulnerável não é uma fraqueza, mas sim uma força. Um bom lançamento nacional!


🎞 O filme chega aos cinemas 29/01 em algumas cidades e fará parte do projeto Vitrine Petrobrás.